Os apartamentos recém-entregues na Baixada Santista estão passando por uma transformação profunda no uso da cozinha: o tradicional botijão de gás P13 está sendo gradualmente banido das unidades, não só por decisão de condomínios, mas por novas normas de segurança e critérios mais rígidos de seguradoras a partir de 2026.
Quais normas de segurança estão mudando os apartamentos
Atualizações nas normas do Corpo de Bombeiros, somadas às exigências das seguradoras, incentivam a retirada de recipientes inflamáveis das unidades, sobretudo em prédios altos e modernos.
Projetos recentes na Baixada Santista já são aprovados sem área para botijão de gás na cozinha e, em alguns casos, até sem previsão de gás encanado. Quanto menos fontes de combustão dentro do apartamento, menor a chance de um incidente ganhar proporção estrutural e atingir outras unidades e áreas comuns.

Como as seguradoras influenciam a segurança em apartamentos novos
As seguradoras passaram a ter papel decisivo na definição da segurança em apartamentos novos. Para conceder apólices patrimoniais em 2026, muitas condicionam coberturas mais acessíveis à ausência de botijões e à limitação de líquidos e gases inflamáveis nas unidades.
Isso faz síndicos e administradoras recalcularem o orçamento do condomínio, já que apólices mais baratas reduzem as taxas dos moradores. Em edifícios com cozinhas elétricas, as empresas veem menor exposição a explosões ou incêndios de origem em gás, o que se traduz em vantagens claras, como:
- Redução de risco de explosões internas;
- Menor chance de incêndios de grande proporção;
- Facilidade para vistoria e emissão de laudos;
- Possibilidade de seguros com custo menor para o condomínio.
Como funcionam e o que exigem os cooktops de indução
Com a saída gradual do botijão, o protagonista nas cozinhas recentes é o cooktop de indução. Ele utiliza campos magnéticos para aquecer diretamente o fundo das panelas, sem chama aberta, o que reduz riscos de queimaduras, incêndios domésticos e ainda ajuda a manter a cozinha menos quente.
A migração para esse sistema exige atenção técnica: muitos projetos novos já trazem tomadas específicas, com amperagem adequada e disjuntores dedicados. Em imóveis antigos, costuma ser necessária revisão de fiação, reforço do quadro elétrico e aquisição de panelas com base ferromagnética.

O que muda na rotina de quem dependia do botijão de gás
Para quem sempre usou botijão no dia a dia, a mudança é estrutural e de hábito. Em muitos apartamentos novos não há espaço técnico para o cilindro, nem autorização para transportá-lo em elevadores, levando condomínios a adotar centrais de gás comuns ou soluções 100% elétricas.
Essa adaptação passa por entender o novo perfil de consumo de energia, checar o impacto na conta de luz e evitar sobrecarga do sistema. Em contrapartida, desaparece a preocupação com o fim do gás, agendamento de trocas e circulação frequente de botijões em áreas internas do prédio.
Segurança em apartamentos será tendência passageira ou mudança permanente
A combinação de normas mais rígidas, pressão das seguradoras e projetos voltados a soluções elétricas indica que a retirada de botijões não é algo pontual. A Baixada Santista funciona como um laboratório dessa nova era, que tende a se espalhar por outras regiões urbanas brasileiras em pouco tempo.
Se você está comprando, reformando ou administrando um imóvel, não espere a lei ou o seguro “forçarem” essa adaptação: revise hoje seus sistemas de gás e elétrica, consulte profissionais habilitados e adeque seu apartamento aos novos padrões de segurança antes que um incidente ou aumento brusco no seguro mostre, da pior forma, que o prazo para mudar já acabou.




