Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Curiosidades

Muitas pessoas passam anos achando que eram o problema até perceber que o carinho da mãe existia só quando havia plateia

André Rangel  Por André Rangel 
13/03/2026
Em Curiosidades, Notícias
O comportamento de mãe que psicólogos observam

O comportamento de mãe que psicólogos observam

A descoberta de que a mãe demonstrava afeto apenas na frente de outras pessoas, como familiares, amigos ou visitas ocasionais, pode demorar décadas para ser percebida, mas costuma reorganizar toda a forma como a pessoa entende amor, cuidado e pertencimento. Gatilhos aparentemente simples – um cheiro, uma lembrança de aniversário, uma frase solta na família – passam a conectar episódios antes isolados, revelando um padrão silencioso que marcou a infância e segue influenciando relações, autoestima e escolhas na vida adulta.

O que significa ter uma mãe amorosa só na frente dos outros

Em público, ela sorri, faz elogios, abraça e se mostra disponível; em casa, porém, pode se tornar fria, indiferente, crítica ou até hostil.

Esse contraste cria uma espécie de “teatro” familiar, como se a criança convivesse com duas pessoas diferentes. Aos olhos de quem vê de fora, essa mãe parece afetuosa e dedicada, o que muitas vezes dificulta que o filho ou filha seja levado a sério quando fala da distância afetiva que sente no ambiente íntimo.

O comportamento de mãe que psicólogos observam
O comportamento de mãe que psicólogos observam

Como esse padrão emocional afeta a criança ao longo da vida

Quando a mãe é amorosa apenas diante de outras pessoas, a criança tende a culpar a si mesma pelo afeto que some quando a porta se fecha. Surge a sensação de que é preciso “fazer por merecer” qualquer gesto de carinho, e de que nunca é boa o bastante quando está sozinha com a mãe, o que frequentemente se prolonga para a vida adulta.

LeiaTambém

O que significa pegar o celular assim que acorda, segundo a psicologia

O que significa mexer no celular logo ao acordar, segundo a psicologia

13/03/2026
Devolver o carrinho revela responsabilidade

Devolver o carrinho de compras pode revelar mais sobre o caráter em 10 segundos do que anos de convivência, diz a psicologia

13/03/2026
Empreender sendo mãe exige mais do que força de vontade

Mãe de criança de 3 anos fecha a própria loja e faz um desabafo: “Ser autônoma é trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana”

13/03/2026
O que significa preferir ficar em silêncio em conversas longas, segundo a psicologia

O que significa preferir ficar em silêncio em conversas longas, segundo a psicologia

13/03/2026

Ao crescer, essa pessoa muitas vezes organiza sua identidade em torno do desempenho e da aprovação externa, repetindo, sem perceber, o padrão aprendido em casa. Alguns impactos aparecem de forma recorrente:

  • Hipervigilância emocional: atenção constante ao humor dos outros para evitar conflitos.
  • Busca intensa por aprovação: necessidade de reconhecimento de chefes, parceiros e amigos.
  • Dificuldade em dizer “não”: medo de desagradar e ser rejeitado.
  • Dúvida sobre o próprio valor: sensação de que falta algo para ser realmente amado.

Por que algumas mães só demonstram amor em público

Não existe uma única explicação para a mãe que é carinhosa com os outros e distante em casa. Em muitos casos, há uma forte necessidade de manter uma imagem social positiva, sustentada por elogios e admiração, como se a validação externa valesse mais do que a intimidade real com o próprio filho.

Em outros contextos, esse padrão se relaciona a dificuldades emocionais profundas, como medo de vulnerabilidade, traumas não elaborados ou modelos herdados de gerações anteriores. Entender essas possíveis raízes não justifica o sofrimento causado, mas ajuda a perceber que o problema não nasceu na criança, e sim em um sistema familiar já marcado por carências.

O comportamento de mãe que psicólogos observam – Créditos: depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy

Como lidar com esse padrão de maternidade na vida adulta

Quando a percepção sobre a mãe amorosa apenas perante outras pessoas surge na vida adulta, costuma vir acompanhada de alívio e dor: alívio por finalmente encontrar um nome para algo que sempre incomodou, e dor por reconhecer o que faltou. Em vez de tentar apagar a história, o processo de cura passa por dar espaço a essa dor e reconstruir, aos poucos, a própria noção de amor.

Para isso, algumas atitudes podem ajudar a reorganizar internamente essa experiência difícil e a criar relações mais saudáveis:

  1. Nomear o vivido: reconhecer conscientemente a diferença entre a mãe pública e a mãe privada.
  2. Validar a criança de antes: admitir que aquele menino ou menina fez o melhor que podia.
  3. Buscar apoio especializado: psicoterapia e conversas seguras facilitam a elaboração dessa história.
  4. Observar padrões atuais: notar como a necessidade de aprovação e o medo do abandono aparecem hoje.
  5. Construir novos modelos de afeto: cultivar laços em que o carinho não dependa de plateia.

É possível transformar essa dor em força e seguir em frente

Fazer as pazes com a história não significa minimizar o impacto de ter crescido com uma mãe amorosa só na frente dos outros, mas aceitar que duas verdades coexistem: a mãe que encantava visitas com gestos afetuosos e a mãe que, longe dos olhares externos, não conseguia sustentar o mesmo vínculo com o próprio filho. Reconhecer essa dualidade tira o peso da culpa da criança e devolve a responsabilidade ao lugar certo.

Se você se reconhece nesse texto, não adie o cuidado com a sua história: procure apoio, fale sobre o que viveu e comece hoje a construir relações em que o amor não seja espetáculo, mas encontro real. Seu passado explica muito do que você sente, mas não precisa determinar o que você vai viver a partir de agora.

Tags: autoestimacomportamentomãepsicologiarelacionamento

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.