Treinar com música pode ser motivador, mas isso não significa exagerar no volume. Pesquisas recentes mostram que dá para manter o foco, o prazer e o desempenho nos exercícios com som mais moderado, protegendo a audição e garantindo treinos sustentáveis ao longo dos anos.
A música alta realmente melhora o desempenho físico?
Estudos em academias indicam que reduzir o volume não diminui o esforço percebido nem o rendimento. Em aulas de musculação em grupo, alunos expostos a trilhas em diferentes intensidades relataram cansaço, empenho e intensidade muito parecidos.
Em uma pesquisa com 189 pessoas em Los Angeles, algumas aulas tiveram média de 91,4 decibéis e outras 88,5 decibéis. Segundo artigo na revista JAMA Otolaryngology – Head and Neck Surgery, quem treinou com som mais baixo não sentiu menos esforço, reforçando que o volume alto não é pré-requisito para treinar forte.

Quais são os principais riscos do volume alto para a audição?
Organizações especializadas alertam que a exposição frequente a níveis próximos ou acima de 90 decibéis aumenta o risco de perda auditiva e zumbido. Quando o ruído é constante, o ouvido emite sinais de alerta que não devem ser ignorados.
Alguns sintomas indicam que o limite de tolerância ao som pode estar sendo ultrapassado com frequência:
- Zumbido nos ouvidos após o treino;
- Sensação de ouvido tampado ou abafado;
- Dificuldade para entender conversas em locais barulhentos.
O ritmo da música é mais importante que o volume no treino?
Pesquisadores destacam que o ritmo influencia mais o desempenho do que a intensidade sonora. Em atividades cardiovasculares, faixas entre 120 e 140 batidas por minuto tendem a sincronizar melhor com os movimentos e a frequência cardíaca.
A preferência pessoal também pesa muito na motivação, pois a trilha certa funciona como um “marcador de ritmo” mental. Assim, a música adequada ao tipo de exercício favorece foco, prazer e regularidade, mesmo em volumes moderados que respeitam a saúde auditiva.

Como usar a música no treino de forma segura e eficiente?
Conciliar proteção auditiva e bom desempenho exige pequenos ajustes de hábito, tanto de instrutores quanto de alunos. Reduzir o volume gradualmente, escolher melhor os fones e ajustar a posição em relação às caixas de som já faz grande diferença.
No dia a dia, algumas estratégias simples ajudam a manter a motivação sem abrir mão da saúde auditiva:
- Evitar ficar muito próximo das caixas de som em aulas coletivas;
- Preferir fones com bom isolamento em vez de aumentar demais o volume;
- Fazer pausas auditivas ao longo do dia, alternando momentos com e sem música;
- Observar sinais como zumbido ou dificuldade de audição e buscar ajuda se persistirem.
Como garantir treinos mais seguros e sustentáveis com música
Com pequenos ajustes no volume e atenção aos sinais do corpo, a trilha sonora continua sendo aliada da rotina de exercícios, sem sacrificar a audição. A combinação de estímulo sonoro equilibrado e cuidado preventivo favorece treinos consistentes e prazerosos por muitos anos.
Se você sente zumbido, desconforto ou ouvido tampado após o treino, aja agora: reduza o volume, afaste-se das caixas de som e marque o quanto antes uma avaliação com um profissional de saúde auditiva. Cuidar da sua audição hoje é urgente para não abrir mão dos seus treinos e da sua qualidade de vida amanhã.




