A demissão após 28 anos de trabalho chocou colegas e virou disputa judicial no Reino Unido. O carteiro foi desligado por entregar um pacote com um minuto de atraso e teve o recurso negado pelo tribunal.
Quem é o carteiro demitido após quase três décadas?
Robert Lockyer trabalhava há 28 anos na Royal Mail, serviço postal do Reino Unido, com histórico considerado exemplar. Atuava na filial de Ashford, em Kent, e acumulava milhares de entregas realizadas dentro do prazo.
Segundo seu relato, ao longo da carreira ele completou cerca de 1.500 entregas especiais pontualmente. Mesmo assim, um único episódio foi suficiente para que a empresa encerrasse o contrato de trabalho.

O que motivou a demissão considerada inacreditável?
O incidente ocorreu em 2018. Lockyer deveria entregar uma encomenda especial a um banco exatamente às 13h, mas o registro indicou recebimento às 13h01, caracterizando atraso formal conforme as regras internas da empresa.
- Ele afirmou ter chegado ao banco às 12h56, dentro do prazo previsto.
- Precisou aguardar atendimento na fila antes de acessar o local.
- A assinatura no comprovante registrou 13h01, formalizando o atraso de um minuto.
Por que o tribunal rejeitou o recurso do trabalhador?
Indignado, o carteiro ingressou com ação por demissão injusta, argumentando que o atraso mínimo não causou prejuízo. No entanto, a Justiça entendeu que a empresa agiu conforme suas normas disciplinares.
O tribunal considerou que aquela era a terceira infração do funcionário. A Royal Mail havia advertido formalmente que nova violação resultaria em desligamento, o que sustentou a decisão judicial.

Havia histórico de advertências anteriores?
De acordo com a empresa, Lockyer já havia descumprido regras internas em outras duas ocasiões. Essas ocorrências não resultaram em demissão imediata, mas foram registradas como advertências formais.
- As infrações anteriores envolveram descumprimento de procedimentos internos.
- A empresa classificou o novo episódio como quebra grave de contrato.
- O gerente da filial declarou que a decisão seguiu as normas disciplinares vigentes.
Com o recurso rejeitado, o caso se tornou exemplo de como políticas internas rígidas podem impactar até funcionários com décadas de serviço, especialmente quando há histórico de advertências acumuladas.



