Queda de cabelo é um sintoma que gera muita ansiedade, mas entender a causa real é o primeiro passo para não gastar dinheiro à toa. A dermatologista Marina Hayashida alerta que o uso de vitaminas sem critério pode esconder doenças graves e atrasar um tratamento que deveria ser imediato.
Qual a diferença entre alopecia e eflúvio telógeno?
Existem dois caminhos principais quando os fios começam a cair: as alopecias e o eflúvio telógeno. A alopecia androgenética, por exemplo, é a calvície comum que afina o fio progressivamente, enquanto o eflúvio causa uma perda de volume generalizada e rápida em todo o couro cabeludo.
Identificar se o seu caso é agudo (até 6 meses) ou crônico é fundamental para o sucesso do tratamento. No eflúvio agudo, os fios costumam cair com facilidade ao lavar ou pentear, mas o problema tende a ser passageiro se a causa base, como uma infecção ou estresse, for devidamente controlada.

Quais são as principais causas do eflúvio telógeno agudo?
Muitas vezes, o gatilho para a queda de cabelo aconteceu meses antes do sintoma aparecer. O corpo prioriza órgãos vitais em momentos de estresse ou carência, deixando a produção capilar em segundo plano, o que resulta na liberação precoce dos fios que estavam em fase de crescimento.
Confira os fatores mais comuns que desencadeiam essa perda súbita:
- Pós-parto: a queda acentuada ocorre geralmente entre 2 e 3 meses após o nascimento do bebê.
- Infecções: doenças como COVID-19 e dengue são gatilhos frequentes para o eflúvio.
- Pós-operatório: o estresse cirúrgico e o uso de anestesia podem afetar o ciclo do folículo.
- Interrupção de anticoncepcional: a mudança hormonal brusca após anos de uso causa queda temporária.
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Como as deficiências de vitaminas afetam os seus fios?
A falta de nutrientes específicos é uma das vilãs mais conhecidas da queda de cabelo, mas nem sempre um polivitamínico de farmácia resolve. Se você tem uma deficiência severa de ferro ou B12, as doses contidas nesses suplementos prontos costumam ser baixas demais para corrigir o estoque do organismo.
Por que a automedicação pode ser perigosa para o cabelo?
Entender os sinais do seu corpo é o primeiro passo para recuperar sua confiança e garantir que sua saúde esteja sempre em dia. No vídeo a seguir, do canal Dra. Marina Hayashida, é explicado como entender a queda de cabelo ajuda a fortalecer o organismo e proteger sua saúde.
Tomar vitaminas por conta própria pode até trazer uma melhora temporária, mas não trata a raiz de condições como a alopecia. Em alguns casos, o atraso em procurar um dermatologista permite que a doença progrida para uma perda irreversível, onde o folículo morre e não nasce mais cabelo naquela região.
O diagnóstico correto envolve exames de sangue detalhados e, em situações específicas, uma biópsia do couro cabeludo. Somente um profissional consegue diferenciar uma queda sazonal de uma condição genética que exige medicamentos de uso contínuo para manter a densidade dos fios e evitar falhas permanentes.
Quando é a hora certa de procurar um dermatologista?
Se você percebeu que a queda de cabelo ultrapassou o período de três meses ou se surgiram buracos e falhas visíveis, a ajuda profissional é indispensável. O médico vai avaliar o histórico clínico e solicitar exames para verificar se há necessidade de reposição de minerais como o zinco ou tratamentos tópicos.
Lembre-se que o cabelo é um reflexo da sua saúde interna. Pequenos ajustes na dieta ou a correção de uma anemia podem ser a chave para recuperar o brilho e a força das mechas. Investir em um diagnóstico preciso economiza tempo e garante que você use apenas o que o seu corpo realmente precisa para florescer novamente.




