A era da “maquiagem de preços” e das promoções confusas está com os dias contados nos gigantes do varejo brasileiro. Com a implementação de novas diretrizes nacionais de transparência, redes como Assaí, Atacadão e Carrefour terão que provar que cada centavo anunciado é, de fato, o valor cobrado no caixa, protegendo o orçamento das famílias contra práticas abusivas que antes passavam despercebidas.
Por que a transparência virou prioridade absoluta nos supermercados
O aumento constante no custo de vida transformou o erro de etiqueta em um prejuízo insuportável para o consumidor moderno. Agora, a clareza na comunicação deixou de ser um diferencial de marketing para se tornar uma obrigação legal e estratégica para manter a fidelidade do cliente.
As novas normas focam em informações visíveis e comparáveis, punindo severamente os “falsos descontos” e as condições ocultas em letras miúdas. A partir de 2026, o foco total dos órgãos de fiscalização será garantir que o consumidor saiba exatamente o que está pagando antes mesmo de tocar no produto.

Entenda as principais mudanças nas regras de preços e promoções
A grande novidade é a obrigatoriedade do detalhamento por unidade de medida, como o preço por quilo ou litro, estampado ao lado do valor total. Isso retira o poder de confusão das embalagens “reduzidas” e permite uma comparação real entre marcas concorrentes de tamanhos diferentes.
Além disso, a correção de divergências entre a gôndola e o caixa deve ser instantânea e favorável ao cliente, sob risco de multas pesadas. O Projeto de Lei nº 759/25 também avança para que o valor dos impostos apareça de forma clara em cada etiqueta, promovendo uma educação financeira necessária.
Como as grandes redes estão se adaptando às novas exigências
Para não sofrerem autuações recorrentes, Assaí, Atacadão e Carrefour estão investindo pesado na digitalização de suas lojas e etiquetas eletrônicas. O objetivo é eliminar o erro humano e garantir que o sistema de preços seja integrado em tempo real entre o setor de reposição e os PDVs.
O treinamento das equipes de frente de caixa também foi intensificado para resolver conflitos de forma pacífica e ágil no ato da compra. Para garantir que você exerça seu direito de fiscalização, as lojas devem seguir alguns critérios fundamentais de acessibilidade:
- Leitores de preços: Devem estar funcionando perfeitamente e distribuídos estrategicamente por toda a unidade.
- Etiquetas legíveis: Impressão clara com diferenciação nítida entre preço à vista, parcelado ou para sócios.
- Canais de denúncia: Facilidade de acesso aos gerentes ou totens de reclamação imediata dentro da própria loja.

Cuidados essenciais para proteger seu bolso nas compras de hoje
Mesmo com o cerco fechando contra as irregularidades, o consumidor precisa manter o olhar atento durante o trajeto pelos corredores. A tecnologia ajuda, mas a conferência manual ainda é a melhor arma para evitar surpresas desagradáveis na hora de passar o cartão.
Sempre verifique a validade das ofertas e se o item no carrinho corresponde exatamente à descrição da etiqueta na prateleira. Pequenas atitudes de vigilância garantem que as novas leis saiam do papel e entrem efetivamente como economia real no seu extrato bancário.
A transparência vai transformar sua rotina financeira no mercado
Com sistemas integrados e uma comunicação sem ruídos, a expectativa é de uma jornada de compra muito mais previsível e justa para todos. Cada preço bem sinalizado representa uma vitória contra a inflação e um respeito renovado pelo seu suado dinheiro.
Não espere as novas leis se consolidarem para começar a exigir seus direitos em cada visita ao supermercado hoje mesmo. Sua postura ativa é o que impede abusos e garante que o seu planejamento familiar seja respeitado — proteja seu patrimônio com urgência e transforme sua indignação em economia real agora!




