O chamado golpe do bilhete premiado segue em alta em 2026 e tem se espalhado por diferentes estados brasileiros, causando prejuízos significativos, principalmente a idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, em um cenário em que criminosos se aproveitam da pressa, da confiança em desconhecidos aparentemente cordiais e da pouca familiaridade com canais oficiais de conferência de prêmios.
Como o golpe do bilhete premiado atua em diferentes estados em 2026
Em diversas operações policiais recentes, foram identificados grupos especializados que viajam pelo país apenas para aplicar esse tipo de fraude. Casos em Goiás, Paraíba, Santa Catarina e outros estados, entre janeiro e fevereiro de 2026, revelam criminosos bem articulados, atuando em dupla ou trio, com papéis definidos e roteiro ensaiado.
Essas quadrilhas costumam circular por locais de grande movimento, como centros comerciais, rodoviárias, terminais urbanos e regiões próximas a agências bancárias. A escolha de vítimas leva em conta vulnerabilidade, pressa e isolamento social, o que facilita a abordagem sem testemunhas próximas.

Como funciona o golpe do bilhete premiado em 2026
O golpe segue baseado em encenação e manipulação emocional, agora adaptado ao uso de Pix, aplicativos bancários e até linguagem religiosa. Em geral, tudo começa com a abordagem na rua: um golpista se apresenta como pessoa humilde ou religiosa, afirma ter um bilhete premiado e diz não poder ou não saber como resgatar o dinheiro.
Logo surge o “cúmplice”, bem vestido e seguro, que finge não conhecer o primeiro golpista e se oferece para ajudar. Ele sugere ligar para um suposto funcionário da Caixa, muitas vezes usando o celular da própria vítima, e um terceiro comparsa “confirma” o prêmio, reforçando a farsa com detalhes sobre valores e procedimentos falsos.
Por que o golpe do bilhete premiado ainda faz tantas vítimas
Na fase seguinte entra a proposta de negócio, em que a vítima é convencida a entregar dinheiro, joias ou realizar Pix como “garantia” para ficar com o bilhete. A pressa é central: não há tempo para consultar familiares, pesquisar na internet ou buscar atendimento oficial, o que favorece a decisão impulsiva.
Os golpistas priorizam idosos, pessoas com dificuldade de leitura ou pouca familiaridade com tecnologia, usando discursos afetivos e religiosos para ganhar confiança. Para reconhecer o padrão e reduzir riscos, vale ficar atento a alguns sinais típicos desse esquema:
- Abordagem sempre inesperada, em ambiente público e com história “boa demais para ser verdade”.
- Relato de prêmio alto e suposta impossibilidade de resgate pelo portador.
- Entrada de um terceiro personagem que “confirma” a história por telefone ou presencialmente.
- Pressão para decidir rápido, sem consultar ninguém ou checar canais oficiais.
- Pedido de dinheiro, joias, Pix ou transferência bancária como condição para ficar com o bilhete.

Como conferir com segurança se um bilhete é verdadeiro e premiado
A forma segura de lidar com qualquer suposto prêmio é usar apenas canais oficiais da Caixa Econômica Federal. A instituição não confirma resultados por telefone fornecido por terceiros, nem por mensagens de desconhecidos; a conferência deve ser feita em aplicativos, site ou atendimento presencial autorizado.
No celular, o método mais indicado é o QR Code do comprovante, usando o app oficial Loterias CAIXA (Android e iOS), na função “Conferir Bilhete”. Pelo computador, é possível consultar resultados no portal das Loterias CAIXA ou, em caso de dúvida, levar o bilhete diretamente a uma casa lotérica ou agência da Caixa para validação no terminal.
Quais cuidados imediatos ajudam a evitar o golpe e o que fazer se já caiu
Algumas atitudes reduzem muito o risco: desconfiar de qualquer “prêmio” oferecido por desconhecidos, nunca fazer Pix ou entregar bens para ficar com um bilhete, e lembrar que conferência de loteria só é válida em canais oficiais. Escrever nome e CPF no verso do bilhete logo após a aposta também desencoraja a revenda informal e dificulta fraudes.
Se você ou alguém próximo já fez transferência em situação suspeita, registre imediatamente um Boletim de Ocorrência e acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED) junto ao banco para tentar bloquear valores. Não espere: converse hoje mesmo com familiares, vizinhos e, principalmente, idosos do seu convívio sobre esse golpe — informação rápida e compartilhada pode ser a diferença entre proteger o patrimônio de alguém e ver uma vida inteira de economia ser perdida em poucos minutos.




