Falar sozinho em voz alta sempre foi visto com desconfiança, mas a ciência mostra outro cenário. Estudos recentes indicam que essa prática pode melhorar foco, memória e controle emocional, sem relação direta com problemas cognitivos.
Falar sozinho é sinal de problema mental?
Durante anos, a imagem de alguém conversando consigo mesmo foi associada à instabilidade. No entanto, pesquisas citadas pelo jornalista Walter Vasquez apontam que a fala autodirigida é comum e não indica, por si só, qualquer transtorno psicológico.
Para a psicologia, verbalizar pensamentos é parte natural do funcionamento mental. A prática aparece desde a infância e acompanha o desenvolvimento humano, refletindo uma mente ativa que organiza ideias e busca soluções.

O que a ciência diz sobre falar sozinho?
Do ponto de vista científico, a fala autodirigida atua como ferramenta de autorregulação e organização mental. Ao colocar pensamentos em palavras, o cérebro estrutura melhor as informações, como demonstram pesquisas mencionadas no estudo.
- Melhora da memória, especialmente ao dizer em voz alta o nome de objetos como chaves ou celular.
- Maior foco visual, pois o estímulo auditivo reforça a busca cerebral.
- Organização de tarefas, facilitando planejamento e priorização.
Por que verbalizar pensamentos ajuda no controle emocional?
Especialistas explicam que falar consigo mesmo pode reduzir o impacto do estresse. Ao usar a terceira pessoa, cria-se um distanciamento emocional, permitindo avaliar situações difíceis com mais objetividade e equilíbrio.
Essa estratégia é comum entre atletas de alto rendimento e profissionais que enfrentam pressão constante. A prática funciona como reforço positivo, ajudando a lidar com frustrações e até a reduzir níveis de cortisol.

Esse comportamento é normal desde a infância?
Na infância, é comum que crianças narrem suas próprias ações enquanto brincam. Esse hábito auxilia no aprendizado e na compreensão do ambiente, reforçando a autoconsciência e o domínio de habilidades.
- Ensaiar conversas difíceis, preparando respostas antes de situações importantes.
- Consolidar aprendizados, reforçando conteúdos ao ouvi-los em voz alta.
- Fortalecer a autopercepção, compreendendo melhor emoções e reações.
Assim, segundo a ciência e a psicologia, conversar consigo mesmo é uma função cerebral sofisticada que integra pensamento, emoção e ação, mostrando que esse hábito pode ser mais útil do que muitos imaginam.




