As peculiaridades dos sonhos deixam muita gente confusa, mas a verdade é que a nossa mente trabalha duro enquanto dormimos profundamente. Sigmund Freud mergulha fundo nessa loucura noturna para explicar por que as imagens parecem tão reais e fora do nosso controle.
Por que as peculiaridades dos sonhos parecem tão fora do nosso controle?
Quando a gente deita no travesseiro e apaga, a sensação é de que o sonho apenas acontece sem a nossa permissão ou controle. O material onírico é montado com as nossas memórias diárias e experiências recentes, mas a mente organiza tudo de um jeito bem diferente da vigília.
Segundo o pesquisador Gustav Theodor Fechner, o palco dessas histórias não fica em um lugar físico do cérebro, mas sim em um novo modo de funcionamento mental. Quando o nosso corpo reduz as atividades voluntárias para dormir, as imagens aparecem sem que a gente consiga frear.

Como o nosso cérebro pensa por meio de imagens durante o sono?
Uma grande sacada do texto é mostrar que o sonho troca os conceitos abstratos por imagens visuais bem nítidas. Ao invés de raciocinar com lógica normal, a nossa cabeça prefere dramatizar a situação e transformar os pensamentos em verdadeiras alucinações. Assim, o sonhador é jogado diretamente no meio de uma cena real.
Ao contrário de sonhar acordado, onde mantemos o nosso senso crítico ligado, durante o sono a gente aceita aquela bizarrice sem questionar. Isso rola porque o mundo externo é desligado do radar, suspendendo a capacidade de bater o olho nas coisas e julgar se fazem sentido.
Quais são as principais teorias sobre a falta de lógica nas cenas noturnas?
Muitos autores antigos batiam na tecla de que os sonhos eram apenas um amontoado de caos e incoerência, beirando o absurdo. Para ilustrar o tamanho dessa confusão mental durante o descanso, vale analisar as ideias de grandes pensadores do passado.
Listamos a visão clássica desses intelectuais sobre a bagunça psíquica:
- Cícero: Acreditava que não existe ideia tão ilógica no mundo que seja impossível de aparecer num sonho.
- Fechner: Dizia que a mente sai do cérebro de um homem sensato e vai parar na cabeça de um tolo ao adormecer.
- Karl Strümpell e Alfred Maury: Notaram que as associações oníricas são frouxas e conectam ideias até pelo simples som das palavras.
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Existe alguma regra por trás da aparente bagunça que sonhamos?
Entrando em conflito a galera que acha tudo uma grande loucura, existe a forte teoria de que o sonho tem uma lógica própria e funcional. O autor Marquis d’Hervey de Saint-Denys afirma que, reconstruindo o rastro dos pensamentos escondidos, as bizarrices ganham um sentido claro.
O embate entre essas duas visões opostas sobre a nossa psique funciona assim:
O que podemos tirar de lição desse debate sobre a nossa mente?
Decifrar o enigma das imagens que surgem durante o repouso é uma maneira fascinante de compreender os desejos e medos que habitam o seu interior de forma silenciosa. No vídeo a seguir, do canal Psico Leitura, é explicado como entender as peculiaridades dos sonhos ajuda a fortalecer o organismo e proteger sua saúde.
No fim das contas, a discussão histórica sempre balança entre a ideia de uma atividade psíquica inferior ou uma forma legítima de pensamento disfarçado. O grande obstáculo da ciência é conseguir traduzir essa linguagem simbólica e cheia de truques costumados pelo nosso inconsciente usar.
Se a gente conseguir decifrar esse enigma complexo, fica muito mais fácil extrair verdades profundas sobre os nossos próprios medos e desejos. É exatamente essa curiosidade intensa que abre as portas para as teorias freudianas focadas na interpretação de cada detalhe noturno.




