A sonolência no trabalho pode estar ligada ao que você come, ao horário das refeições e ao padrão de sono. Pesquisadores japoneses mostraram que glicose, ritmo biológico e pausas ativas influenciam diretamente foco, erros e produtividade diária.
Por que a sonolência no trabalho preocupa especialistas?
Pesquisadores do Laboratório de Ciência de Dados Médicos da Universidade Hoshi, em Tóquio, publicaram na revista Nutrients um estudo amplo ligando alimentação, alerta mental e desempenho profissional em tarefas cognitivas e administrativas.
Segundo os pesquisadores da Universidade Hoshi, o estado fisiológico — especialmente atenção e concentração — é decisivo para produtividade. A sonolência ocupacional é comum, mas vinha sendo pouco analisada junto com dieta e variações de glicose.

Quais fatores aumentam a sonolência durante o expediente?
O estudo associou sonolência diurna excessiva a sono ruim, dieta inadequada e ganho de peso. Também mostrou que atrasar refeições altera o ritmo circadiano da glicose, reduz eficiência corporal e piora o estado de alerta ao longo do dia, como nos fatores abaixo.
- Refeições tardias que deslocam o ritmo metabólico e derrubam energia
- Excesso de carboidratos refinados e frituras com picos de glicose pós-refeição
- Trabalho sedentário prolongado que amplia fadiga mental pós-prandial
Como alimentação e glicose afetam foco e produtividade?
A análise com monitoramento contínuo de glicose em não diabéticos e mais de 11 mil registros alimentares mostrou que picos glicêmicos após certas refeições estão ligados a queda de atenção, variação de humor e menor rendimento.
Os dados indicaram glicose mais baixa pela manhã e mais alta à tarde, sugerindo impacto do horário do dia no desempenho. Sono adequado e atividade física reduziram variações glicêmicas e melhoraram indicadores fisiológicos de alerta.

Que hábitos rápidos reduzem o sono no trabalho?
Os autores destacam que intervenções curtas já produzem efeito mensurável. Pausas com movimento e ajuste de luz ajudam a conter a fadiga, enquanto o uso de cafeína exige controle por impactar resposta metabólica, como nas ações práticas a seguir.
- Caminhar alguns minutos a cada meia hora para reduzir fadiga acumulada
- Usar iluminação adequada ou luz azul para elevar estado de alerta
- Subir escadas após refeições para conter picos de glicose
Cafeína e cronotipo mudam o efeito da sonolência?
O estudo aponta que consumo de cafeína melhora atenção no curto prazo, mas pode reduzir sensibilidade à insulina e elevar temporariamente o açúcar no sangue, exigindo cautela quando o objetivo é desempenho sustentável.
Os pesquisadores também defendem avaliar cronotipo, tipo de tarefa e fatores hormonais em novos estudos. Modelos que combinem biomarcadores, dieta e comportamento tendem a criar estratégias mais eficazes contra a fadiga laboral.




