O uso de suplementos alimentares virou uma febre, mas a verdade é que nem toda cápsula entrega o que promete no rótulo. Muitas vezes, o que o seu corpo realmente precisa está em uma alimentação equilibrada e não em um pote caro de farmácia.
Quais perguntas fazer antes de começar a suplementar?
Antes de abrir a carteira, você precisa entender o real motivo daquela escolha para não jogar dinheiro fora. É fundamental questionar se você busca aliviar um sintoma real ou se está apenas tentando prevenir algo sem base científica sólida.
Além disso, defina como você vai medir se o suplemento está funcionando, seja por exames de sangue ou melhora na disposição. Por fim, cheque sempre a procedência e a qualidade da marca para evitar ingerir substâncias desnecessárias ou contaminantes.

A creatina e o ômega-3 realmente funcionam?
A creatina monohidratada é um dos produtos mais estudados do mundo e tem um ótimo perfil de segurança para quem treina. Ela ajuda no ganho de força e pode até beneficiar a saúde cerebral de idosos e vegetarianos com doses de 3 a 5 gramas diárias.
Já o ômega-3 é excelente para o coração e para combater inflamações, especialmente se você não come peixe regularmente. Abaixo, listamos alguns itens comuns e o veredito prático sobre cada um deles:
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Por que ter cuidado com o ferro e probióticos?
Tomar ferro sem ter uma deficiência comprovada por exame laboratorial pode causar irritação no intestino e estresse oxidativo. No caso dos probióticos, embora ajudem após o uso de antibióticos, eles não são necessários diariamente para quem já tem uma microbiota saudável.
O melhor caminho para o intestino ainda é o consumo de fibras prebióticas, alimentos fermentados e o manejo do estresse. Suplementar sem estratégia pode desequilibrar um sistema que já funciona bem sozinho com a dieta certa.
Vitamina D e proteínas em pó são necessárias?
A vitamina D é essencial, mas os benefícios reais aparecem quando você corrige uma deficiência existente, comum em quem tem pouca exposição ao sol. Já o whey protein e outras proteínas são úteis como complemento para bater a meta de proteínas diária, mas nunca devem substituir refeições completas.

O foco deve ser sempre a comida integral, como ovos, carnes magras e leguminosas. Se optar pelo pó, escolha marcas com menos aditivos e ingredientes artificiais para não sobrecarregar o seu organismo com químicos desnecessários.
- Magnésio: Ajuda nos nervos e pressão, mas prefira sementes e vegetais escuros.
- Pós verdes: Use apenas como apoio eventual; smoothies caseiros são superiores.
- Estimulantes (NMN/NAD+): Evite, pois faltam evidências sólidas em humanos.
- Vitamina D3: Considere doses entre 400 e 2.000 UI após checar seus níveis.
Entender que a suplementação deve ser um suporte individualizado e nunca a base da sua saúde é o que garante resultados reais sem riscos desnecessários. No vídeo a seguir, do canal The Doctor’s Kitchen, é detalhado como o uso de suplementos alimentares ajuda a fortalecer o organismo e proteger sua saúde.
Como melhorar o sono sem depender de pílulas?
Muitos buscam suplementos para dormir, mas ajustes na higiene do sono costumam ser muito mais potentes e baratos. Reduzir a cafeína após as 11h e evitar telas antes de deitar regula o seu ciclo natural de forma muito mais consistente que o magnésio ou a melatonina.
No fim das contas, a saúde é construída com hábitos consistentes e não com atalhos de farmácia. O uso de suplementos alimentares deve ser apenas um suporte individualizado, guiado por necessidade real e acompanhamento profissional para garantir resultados de verdade.




