Mel é saudável na visão de muita gente, chamado de “ouro líquido” há milênios. Porém, a ciência mostra que ele é composto por 82% de açúcares, agindo no sangue de forma muito parecida com o açúcar branco refinado.
Como o mel afeta o seu metabolismo e a glicemia?
Tratar o mel como um prazer gastronômico moderado, em vez de uma cura milagrosa, é a escolha mais equilibrada para manter seus níveis de glicose sob controle. No vídeo a seguir, do canal Dr. Fernando Lemos – Planeta Intestino, é explicado como o consumo de mel afeta o organismo e como proteger sua saúde.
Ao consumir mel, o corpo libera insulina para lidar com o pico de glicose, exatamente como faz com o doce comum. Esse processo gera energia rápida, mas é logo seguido por uma queda brusca de açúcar no sangue, causando cansaço e mais fome.
Manter a glicemia estável é a regra de ouro para quem busca longevidade e quer fugir da fadiga crônica. Picos repetidos de insulina, mesmo vindos de fontes naturais como o mel, podem favorecer o acúmulo de gordura e aumentar o risco de problemas no coração.
Vale a pena comer mel antes de dormir?
Muita gente acredita que uma colher de mel ajuda a relaxar e melhora o sono pela produção de serotonina. O problema é que esse hábito provoca um pico de insulina durante a noite, momento em que o corpo deveria estar descansando o metabolismo.
Esse estímulo noturno é indesejável porque contribui para a gordura abdominal e pode sobrecarregar o fígado. Abaixo, listamos os principais pontos de atenção sobre o consumo exagerado deste alimento:
- Aumento do risco de esteatose hepática (gordura no fígado).
- Alterações bruscas de humor devido à montanha-russa glicêmica.
- Quantidade insignificante de vitaminas (A, B, D, E e K).
- Baixa concentração de minerais como ferro e cálcio.
- Risco elevado para pacientes com diabetes.

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O mel traz benefícios reais para o intestino?
O mel possui uma leve ação prebiótica, o que significa que ele ajuda a alimentar as bactérias boas do nosso intestino. Contudo, essa ajuda é pequena se comparada a alimentos comuns que fazem esse trabalho de forma muito mais eficiente e sem tanto açúcar.
Para quem busca melhorar a microbiota, existem opções melhores no mercado. Veja a comparação entre o mel e outros alimentos que são fontes reais de fibras e prebióticos:
Diabéticos podem substituir o açúcar pelo mel?
Este é um dos mitos mais perigosos: a ideia de que o mel é seguro para quem tem diabetes por ser natural. Na prática, o índice glicêmico do mel é quase igual ao do açúcar de mesa, sendo totalmente inadequado para quem precisa controlar as taxas de glicose.
Mesmo para quem não é diabético, o excesso é um erro. A recomendação segura para aproveitar o sabor do mel sem prejudicar a saúde é limitar o consumo a no máximo duas colheres de chá por dia, o que equivale a cerca de 10 gramas.
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O mel tem propriedades medicinais de verdade?
Sim, o mel tem sua utilidade, especialmente por sua ação antibacteriana e por conter polifenóis que ajudam discretamente na imunidade. Ele é um aliado clássico para aliviar a dor de garganta e a tosse, agindo como um paliativo natural e reconfortante.
O segredo é consumir sem idealizar o produto como um “superalimento” milagroso. Ele é um ingrediente saboroso e ligeiramente melhor que o açúcar refinado, mas deve ser tratado como um prazer gastronômico moderado dentro de uma dieta equilibrada e consciente.




