A presença de plantas no dia a dia deixou de ser apenas um detalhe decorativo e passou a ser tema de pesquisas em saúde mental e bem-estar. Em diferentes países, cientistas, psicólogos e profissionais de saúde observam como o contato com o verde influencia o humor, a concentração e a resposta ao estresse, especialmente quando se fala em plantas para saúde mental, expressão que reúne desde pequenos vasos em ambientes internos até programas organizados de contato com a natureza.
O que está por trás do impacto das plantas na saúde mental
Quando se fala em plantas para saúde mental, a discussão costuma envolver a afinidade humana com a natureza e os efeitos físicos observados em estudos. Pesquisas apontam quedas em indicadores de estresse, como o cortisol, quando pessoas passam alguns minutos olhando para árvores, jardins ou mesmo vasos bem posicionados em ambientes internos.
Outra linha de investigação destaca a chamada “restauração da atenção”, em que elementos naturais geram um foco leve, que não exige esforço constante. Assim, cenas com vegetação funcionam como uma pausa cognitiva, favorecendo a retomada de atividades que exigem concentração intensa e ajudando a aliviar a fadiga mental típica de rotinas digitais.

Como as plantas internas ajudam na saúde mental no dia a dia
No contexto urbano, o uso de plantas internas para saúde mental ganha força por caber em espaços reduzidos e rotinas apertadas. Vasos com espécies resistentes em mesas, prateleiras ou janelas podem reduzir a sensação de monotonia de ambientes muito artificiais e favorecer leve melhora de humor e conforto.
Atividades simples como regar e observar o crescimento criam um pequeno ritual previsível, útil em quadros de ansiedade e depressão. Pesquisadores também investigam fatores biológicos, como o contato com microrganismos do solo e aromas naturais, que podem contribuir para o equilíbrio entre corpo e mente ao longo do tempo. Selecionamos o vídeo do canal Katia Ferreira suculentas, falando um pouco mais sobre o poder de cura das plantas.
Quais plantas são mais indicadas para apoiar a saúde emocional
Ao escolher plantas para saúde emocional, a recomendação mais frequente é priorizar espécies robustas e compatíveis com a luz do ambiente. Para transformar o contato com o verde em hábito, vale combinar plantas resistentes com uma rotina simples de cuidados, evitando frustrações.
Algumas espécies são frequentemente citadas por especialistas pela adaptação a interiores e baixa necessidade de manutenção, facilitando o uso em casas e escritórios:
- Espada-de-são-jorge: conhecida pela resistência e pela capacidade de tolerar pouca luz.
- Jiboia: planta pendente que se ajusta bem a prateleiras e estantes.
- Zamioculca: opção de baixa manutenção para escritórios e salas.
- Clorofito (planta-aranha): comum em ambientes internos e de fácil propagação.
- Lírio-da-paz: associado à sensação de ambiente mais úmido e acolhedor.
Para manter essas espécies saudáveis, recomenda-se definir dois dias fixos na semana para checar a umidade do solo e regar apenas quando a camada superficial estiver seca. Também é importante observar sinais de excesso de água e rever a posição dos vasos mensalmente, ajustando luz e ventilação conforme a resposta de cada planta.
Como encaixar o verde na rotina urbana de forma realista
Em grandes cidades, a discussão sobre plantas para bem-estar mental esbarra no acesso desigual a parques e áreas verdes. Por isso, estratégias de “microcontato” com a natureza, como caminhadas curtas em ruas arborizadas, visitas a pequenas praças e participação em hortas comunitárias, têm ganhado espaço.
Na área da saúde, iniciativas de “prescrições verdes” reúnem pacientes em caminhadas, oficinas de jardinagem e projetos sociais ao ar livre. Quando o clima ou o tempo dificultam a ida a parques, a alternativa é aproximar a natureza dos espaços internos com vasos, ervas aromáticas e até imagens de paisagens, priorizando a regularidade do contato ao longo da semana.




