Trocar de colchão costuma ser uma decisão adiada, mesmo quando sinais claros indicam que o conforto já não é o mesmo. Muitas pessoas associam dores nas costas, noites mal dormidas e cansaço constante a fatores como estresse ou idade, ignorando o papel da cama. Entender de quanto em quanto tempo trocar o colchão ajuda a organizar o orçamento, preservar a saúde da coluna e melhorar a qualidade do sono sem depender apenas da data de compra.
Quando é indicado trocar o colchão
De forma geral, a orientação mais repetida é fazer uma revisão séria após cerca de sete anos de uso. Esse marco funciona como um alerta para avaliar o estado do produto e os sinais do próprio corpo, antecipando a troca quando o conforto começa a piorar.
Para a maioria dos modelos vendidos hoje, a vida útil de conforto costuma ficar entre 5 e 10 anos. Acordar mais rígido, sentir mais calor, afundar demais em certas áreas ou perceber mais esforço para levantar são indícios de perda de suporte, mesmo que o tecido pareça em bom estado.

Quanto tempo dura cada tipo de colchão
A durabilidade do colchão está diretamente ligada aos materiais usados na sua construção e ao peso e hábitos de quem dorme. Colchões de maior qualidade, em geral, mantêm o suporte por mais tempo, mas também precisam de manutenção adequada.
De modo resumido, cada tipo de colchão apresenta uma faixa média de vida útil em condições normais de uso. Em pessoas com maior peso corporal ou em ambientes mais quentes e úmidos, esses prazos tendem a encurtar de forma relevante.
- Látex: cerca de 10–15 anos
- Molas ensacadas: aproximadamente 7–10 anos
- Híbrido (molas + espuma): em torno de 7–9 anos
- Espuma viscoelástica (memory foam): cerca de 6–8 anos
- Molas Bonnell / abertas: em média 5–7 anos (linhas econômicas: 3–5 anos)
- Espuma simples / poliéster de baixo custo: aproximadamente 3–6 anos
Quais sinais indicam que é hora de trocar o colchão
Mais importante que contar anos no calendário é observar sinais físicos no colchão e no corpo. Rigidez ao acordar, dores que melhoram ao longo da manhã e sensação de desalinhamento sugerem que a cama já não mantém o apoio adequado da coluna.
Afundamento visível a partir de cerca de 2 cm, vale no centro da cama, aumento de ruídos, cheiros estranhos ou piora de sintomas alérgicos à noite também indicam desgaste. Quando dois ou mais desses sinais aparecem com frequência, é mais seguro planejar a substituição do que insistir em reparos pontuais. Selecionamos um vídeo do canal Mulheres com mais de 2,9 milhões de inscritos, dando mais algumas dicas de como identificar o momento de trocar o colchão.
Como a garantia e a manutenção influenciam na vida útil
Muitos consumidores associam o prazo de garantia ao tempo que o colchão deve durar em conforto, mas a lógica é diferente. Garantias longas cobrem defeitos de fabricação, como molas quebradas precocemente ou afundamentos acima de um limite específico, e não o desgaste natural do uso diário.
Alguns cuidados simples ajudam a preservar o colchão dentro da faixa esperada de durabilidade. Protetor impermeável e respirável, base firme e rotação periódica, quando recomendada pelo fabricante, são ações que reduzem deformações e mantêm o suporte por mais tempo.
Em alguns casos, um topper pode suavizar um colchão excessivamente firme, mas não corrige desníveis profundos. Por isso, encarar a troca como parte dos cuidados com a saúde e fazer um “check-up” do colchão a cada sete anos ajuda a manter o sono mais estável e restaurador.




