Nos últimos anos, o cenário da educação médica no Brasil tem sido alvo de intensos debates, impulsionados por dados como os divulgados recentemente pelo Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Esses resultados destacam a desigualdade na qualidade do ensino Médico, com apenas uma pequena fração das faculdades obtendo a nota máxima, enquanto um número significativo enfrentou baixas avaliações. Com mais de 89 mil participantes, a prova revelou que apenas 67% dos estudantes concluintes atingiram um desempenho considerado proficiente.
Este contraste entre estudantes e médicos já formados, dos quais 75% alcançaram o mínimo de competência, acende discussões sobre a qualidade crescente das instituições e a necessidade de aprimoramento contínuo dos cursos. As divergências entre faculdades refletem não apenas as capacidades institucionais, mas também as oportunidades práticas que os alunos têm durante sua formação, como aponta a médica Elda Pires, coordenadora de uma graduação de renome.

Quais são os principais desafios na formação médica no Brasil?
A realidade educacional mostra que, muitas vezes, as faculdades enfrentam limitações para proporcionar aos alunos experiências práticas em ambientes de saúde reais, como hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS). Este fator crucial pode influenciar profundamente a qualidade do aprendizado, resultando em profissionais menos experientes no trato direto com pacientes. Além disso, a rápida expansão de novas escolas médicas no país nem sempre foi acompanhada pela infraestrutura necessária para oferecer um ensino de excelência.
Como escolher um bom médico em meio a tantas opções?
A escolha de um médico qualificado vai além da avaliação de seus títulos. É essencial que o paciente verifique o registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e consulte o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Isso garante que o profissional possui as credenciais necessárias para atender adequadamente. Outro aspecto essencial é considerar o vínculo do médico com instituições de saúde respeitadas, que exigem rigorosa atualização profissional e credenciamento.
Além da certificação técnica, a abordágem e comunicação do médico durante a consulta são fundamentais. Um profissional de qualidade escuta atentamente, explica claramente suas análises e envolve o paciente nas decisões, considerando seu histórico pessoal. A continuidade do atendimento com médicos de confiança favorece a qualidade do cuidado.
Por que não se deve escolher um médico pelas redes sociais?
No mundo digital, onde a presença nas redes sociais de um profissional pode ser interpretada como sinônimo de competência, é importante ter cautela. Curtidas e seguidores não substituem a formação e experiência. Segundo Elda Pires, a popularidade nas redes pode mascarar a real capacidade profissional, sendo fundamental focar em registros de reconhecimento, tais como o RQE, ao invés de métricas de redes sociais.
O estabelecimento de uma relação prolongada com profissionais médicamente indicados permite não apenas um cuidado mais personalizado, mas também facilita na recomendação de especialistas adicionais alinhados às necessidades do paciente. Desta forma, a confiança é reforçada pela segurança de estar sob os cuidados de um profissional verdadeiramente habilitado, uma relação que começa pelo reconhecimento oficial e continua com a prática comprometida e ética.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271




