Em muitos lares britânicos, o telefone celular já faz parte da rotina noturna tanto quanto o travesseiro. Ele acorda, lembra compromissos e registra o sono. Ao mesmo tempo, cresce o número de alertas de especialistas no Reino Unido em 2025 sobre os riscos de dormir com o smartphone ao lado da cabeça, embaixo do travesseiro ou o tempo todo na mão, envolvendo sono, segurança elétrica, exposição à radiofrequência e privacidade.
Por que dormir com o celular perto pode atrapalhar o sono
A luz azul emitida pelas telas reduz a produção de melatonina, hormônio associado ao início do sono, o que dificulta pegar no sono e manter um descanso profundo.
Além da luz, o conteúdo acessado no fim da noite costuma estimular o cérebro e elevar o estado de alerta. Cada vibração, aviso sonoro ou alerta na tela interrompe as fases do sono, reduzindo o tempo de sono profundo e REM, essenciais para memória e bem-estar cognitivo.

Dormir com o celular perto é perigoso para a segurança física
Outro ponto pouco lembrado quando se fala em dormir com o celular próximo ao corpo é a segurança física. Telefones usam baterias de íons de lítio, que funcionam bem dentro dos limites de temperatura, mas podem apresentar problemas quando submetidas a calor excessivo.
Serviços de emergência no Reino Unido relatam casos de incêndios iniciados por aparelhos deixados carregando em camas ou sofás, muitas vezes ligados a carregadores falsificados ou danificados. Para reduzir o risco, recomenda-se adotar alguns cuidados básicos durante o carregamento noturno.
- Carregar o celular sobre uma superfície dura e plana, como mesa ou criado-mudo.
- Evitar cobrir o aparelho com travesseiros, almofadas ou roupas durante o carregamento.
- Usar carregadores certificados e cabos em bom estado, compatíveis com as normas do Reino Unido.
- Ativar recursos como “carregamento otimizado” para evitar que o aparelho permaneça por horas a 100% sob aquecimento.
Selecionamos um vídeo da Dra. Raquel Galbiati no Instagram, falando um pouco mais sobre os malefícios e perigos de dormir próximo ao celular.
Como a radiação e a privacidade se relacionam com o hábito de dormir com o celular perto
A questão da radiação de radiofrequência também entra na discussão sobre dormir com o celular perto. Os limites de exposição em vigor no Reino Unido seguem orientações internacionais, mas a intensidade do campo diminui com a distância, o que torna mais prudente manter o aparelho afastado da cabeça.
Privacidade e tranquilidade também são afetadas pelo hábito de deixar o celular ao alcance imediato da mão. Notificações constantes, prévias de mensagens na tela bloqueada e chamadas em horários avançados criam um ambiente de vigilância permanente, o que torna úteis recursos como “Não Perturbe” e modos de “Foco em Sono”.
Quais hábitos tornam mais seguro dormir com o celular perto
Para quem depende do telefone como despertador, ferramenta de trabalho ou dispositivo de saúde, o objetivo não é abandonar o celular, mas ajustar a rotina noturna. Especialistas recomendam práticas simples que tornam o uso mais seguro e menos invasivo, sem perder a praticidade do aparelho.
Definir um horário para encerrar o uso de telas, manter o aparelho afastado da cama e configurá-lo para reduzir interrupções são atitudes fundamentais. Assim, o telefone continua presente na rotina, mas com limites mais claros durante a madrugada.
- Definir um horário para encerrar o uso ativo da tela, preferencialmente de 30 a 60 minutos antes de deitar.
- Ativar filtros de luz azul ou modos noturnos no início da noite.
- Deixar o aparelho a uma certa distância da cama, como sobre uma cômoda ou mesa lateral.
- Usar modos “Não Perturbe” ou equivalentes, mantendo apenas contatos essenciais liberados.
- Carregar o telefone fora da cama, em superfície rígida, com carregador certificado.




