A condução de veículos exige que o motorista esteja em condições físicas e mentais adequadas, e muitos países, como a Espanha, já adotam critérios mais rígidos para o carnê de motorista de pessoas com determinadas doenças, reduzindo acidentes ligados a crises súbitas, perda de consciência, alterações de atenção ou uso de medicamentos que afetam diretamente a capacidade de dirigir.
Como as doenças interferem na renovação do carnê de motorista
A avaliação para renovar o carnê de motorista não se baseia apenas no diagnóstico, mas em como cada doença se manifesta e responde ao tratamento. Em muitos casos, a pessoa continua apta a dirigir, mas com prazos de renovação menores e laudos médicos atualizados.
A condução segura passa a ser vista como parte do cuidado em saúde pública, semelhante ao controle do consumo de álcool e outras substâncias que reduzem os reflexos. Assim, o histórico clínico e a estabilidade da doença tornam-se decisivos na hora de renovar a licença.
Como será feita a avaliação de aptidão para dirigir no Brasil em 2026
No Brasil, em 2026, o exame de aptidão física e mental seguirá a Resolução CONTRAN nº 927/2022, que padroniza a avaliação de candidatos à primeira habilitação e de condutores na renovação. O exame contempla visão, audição, sistema cardiovascular, condições neurológicas e distúrbios do sono.
Ao final da avaliação, o médico perito pode concluir por “apto”, “apto com restrições”, “inapto temporário” ou “inapto definitivo”, conforme o risco real à segurança no trânsito. O candidato considerado inapto pode recorrer à Junta Médica do DETRAN ou ao CETRAN em até 30 dias, apresentando novos exames e relatórios médicos.
| Condição | Impacto possível na aptidão | Fonte / critério |
|---|---|---|
| Epilepsia / convulsões | Inapto se houver crises recentes | Avaliação pericial médica |
| Cardiopatias graves / síncope | Inapto se houver risco súbito | Avaliação pericial médica |
| Diabetes (hipoglicemia severa) | Inapto temporário se recorrente | Avaliação pericial médica |
| Parkinson / Alzheimer | Inapto em estágios avançados | Avaliação pericial médica |
| Dependência química | Inapto se houver uso abusivo | Avaliação pericial médica |
| Glaucoma / catarata avançada | Restrições visuais ou inaptidão | Avaliação oftalmológica pericial |
Observação: as condições listadas podem comprometer a aptidão, mas a decisão final é sempre individual e depende de avaliação pericial, conforme laudos médicos e critérios técnicos vigentes.
Quais enfermidades dificultam a renovação da carteira de motorista
Na renovação do carnê de motorista, a administração de trânsito observa especialmente doenças que alteram comportamento, humor, atenção e julgamento. Não se retira automaticamente a carteira, mas exigem-se relatórios detalhados de profissionais de saúde atestando estabilidade e adesão ao tratamento.
Entre as condições mais analisadas estão demência, depressão moderada ou grave, transtornos de ansiedade, transtornos de personalidade, distúrbios do sono e alterações do desenvolvimento intelectual. Frequentemente, a renovação é concedida por períodos mais curtos, com reavaliações periódicas.

Quais doenças podem impedir ou limitar diretamente o carnê de motorista
Algumas patologias têm impacto direto na aptidão para dirigir e exigem análise mais minuciosa, pois aumentam o risco de eventos súbitos ao volante. As doenças cardiovasculares, como aneurismas de grandes vasos, arritmias importantes, infarto recente e uso de marcapassos ou desfibriladores, podem causar desmaios e alterações bruscas de pressão.
Doenças neurológicas e metabólicas também comprometem reflexos, coordenação e consciência, e a autorização para dirigir costuma considerar fatores bem definidos, como:
- Tempo sem crises epilépticas, síncopes ou perda de consciência recente.
- Tipo, dose e efeitos colaterais dos medicamentos utilizados.
- Resultados atualizados de exames complementares relevantes.
- Parecer de especialistas sobre o risco de novos episódios.
Por que o controle de doenças é decisivo para a segurança viária
A relação entre doenças crônicas e trânsito mostra que descompensações clínicas súbitas podem ter impacto semelhante ao de dirigir sob efeito de álcool ou drogas. Episódios de perda de consciência, sonolência intensa ou confusão mental colocam em risco não só o motorista, mas todos ao redor.
Se você tem doença crônica, não espere um susto para agir: converse hoje mesmo com seu médico sobre sua aptidão para dirigir, atualize seus exames e regularize sua situação na renovação do carnê de motorista. Proteger a sua vida e a de outras pessoas depende de decisões urgentes e responsáveis agora, não depois de um acidente.




