Morder as unhas é um hábito comum em diferentes idades e, mesmo parecendo algo simples do dia a dia, pode indicar dificuldade em lidar com emoções, além de trazer riscos concretos para a saúde das unhas, da pele, da boca e até da autoestima.
O que é onicofagia e por que esse hábito merece atenção
Onicofagia é o nome técnico para o ato repetitivo de roer unhas de forma compulsiva ou quase automática. Não se limita às unhas das mãos e muitas vezes envolve cutículas e a pele ao redor, aumentando o risco de lesões e inflamações.
Esse comportamento preocupa por facilitar infecções, causar deformações permanentes no crescimento das unhas e afetar a imagem corporal. Em muitos casos, a pessoa passa a esconder as mãos em público por vergonha da aparência, o que intensifica o impacto emocional.
Por que algumas pessoas roem as unhas?
Entenda as principais causas psicológicas e comportamentais da onicofagia
| Possível causa | O que está por trás do hábito |
|---|---|
| Ansiedade e estresse | Funciona como um mecanismo de autorregulação emocional, trazendo sensação momentânea de alívio, controle e redução da tensão interna. |
| Tédio ou inatividade | Em períodos de pouca estimulação, o cérebro busca estímulos sensoriais automáticos para compensar a falta de atividade externa. |
| Perfeccionismo | Estudos associam a onicofagia a pessoas perfeccionistas, que se frustram facilmente quando algo foge do controle ou do planejado. |
| Fatores genéticos e familiares | Histórico familiar influencia: crianças podem aprender por imitação e há predisposição genética a comportamentos repetitivos ligados ao estresse. |
| Estados de alta concentração | Durante tarefas mentais intensas, o corpo pode realizar movimentos automáticos sem que a pessoa perceba, como roer as unhas. |
| Continuação de hábitos da infância | Em muitos adultos, o hábito substitui comportamentos infantis de conforto, como chupar o dedo, mantendo a fixação oral. |
💡 Roer unhas raramente é apenas um “mau hábito”: geralmente reflete estados emocionais, padrões aprendidos e formas automáticas de lidar com o estresse.
Quais fatores emocionais e comportamentais estão por trás da onicofagia
A onicofagia costuma ter origem multifatorial, frequentemente ligada à ansiedade, ao estresse e à dificuldade de regular emoções intensas. Roer unhas funciona como uma descarga rápida de tensão, sem resolver o problema de fundo, mas oferecendo um alívio imediato.
O hábito também pode aparecer em momentos de tédio, inatividade ou como resposta ao perfeccionismo diante de pequenas imperfeições nas unhas. Fatores genéticos, ambiente familiar e a imitação de adultos com o mesmo comportamento contribuem para a manutenção desse padrão ao longo da vida.
Quais são os principais riscos da onicofagia para a saúde
Os riscos vão muito além da estética: ao morder as unhas, microrganismos presentes nas mãos são levados diretamente à boca, favorecendo infecções locais e até problemas gastrointestinais. Feridas e fissuras em torno das unhas podem inflamar, ficar doloridas e, em casos mais graves, formar pus.
A repetição do trauma pode deformar a matriz da unha, alterar seu crescimento e prejudicar dentes e articulação da mandíbula. Abaixo, estão alguns dos principais problemas associados ao hábito de roer unhas:
- Maior risco de infecções bacterianas e fúngicas nas unhas e na pele.
- Possível deformação na matriz da unha, alterando o formato e o crescimento.
- Desconforto estético, com impacto na autoestima e na imagem corporal.
- Desgaste do esmalte dentário e possível sobrecarga na articulação da mandíbula.

Como reduzir o hábito de roer unhas no dia a dia
Para diminuir a onicofagia, é essencial reconhecer em quais situações o impulso aparece com mais força, como ao estudar, dirigir, assistir TV ou enfrentar preocupações. A partir disso, fica mais fácil planejar alternativas para ocupar as mãos e a mente nesses momentos de maior vulnerabilidade.
Algumas estratégias práticas e acessíveis podem ajudar a controlar o hábito e reduzir o dano às unhas e à pele ao redor:
- Manter as unhas bem aparadas e cuidadas, evitando irregularidades que estimulem a vontade de morder.
- Usar produtos específicos com sabor amargo, prescritos ou orientados por profissionais de saúde.
- Substituir o ato de roer unhas por objetos seguros, como bolinhas antiestresse ou outros recursos táteis.
- Praticar técnicas de respiração e relaxamento em situações de tensão emocional.
- Buscar acompanhamento psicológico quando o comportamento for frequente ou gerar sofrimento intenso.
Como buscar ajuda e por que agir agora
Em crianças e adolescentes, a participação ativa da família é decisiva: observar sem críticas exageradas, propor distrações saudáveis e procurar orientação profissional quando necessário pode evitar que o hábito se consolide. Em adultos, a combinação de autoconsciência, mudanças de rotina e psicoterapia costuma trazer bons resultados e melhorar a relação com o próprio corpo.
Se você percebe que roer as unhas já está machucando sua pele, prejudicando sua autoestima ou virando um impulso incontrolável, não adie o cuidado: busque apoio profissional o quanto antes. Quanto mais cedo você agir, menores serão os danos físicos e emocionais e maiores as chances de retomar o controle e transformar esse hábito em uma nova forma de autocuidado.




