O pente-fino do INSS intensifica revisões no primeiro semestre, focando benefícios por incapacidade e BPC. Convocações ocorrem pelo Meu INSS, carta ou banco, e o não cumprimento de prazos pode suspender pagamentos.
O pente-fino do INSS entra em uma fase mais rigorosa, com revisões concentradas no primeiro semestre. O objetivo é corrigir pagamentos irregulares e cadastros desatualizados, mas quem não atende às exigências no prazo corre risco real de suspensão.
Quem corre maior risco de cair no pente-fino do INSS?
A revisão prioriza benefícios que não passam por análise há anos, sobretudo os ligados à incapacidade e à assistência social. O sistema cruza dados médicos, cadastrais e financeiros para identificar possíveis irregularidades.
Estão no foco auxílio-doença, aposentadoria por invalidez antes dos 60 anos, BPC com CadÚnico desatualizado, auxílio-reclusão e segurados com acúmulo indevido, divergência de CPF ou renda familiar acima do limite legal.

Como o INSS faz a convocação dos segurados?
O instituto utiliza múltiplos canais oficiais e considera válida qualquer comunicação registrada. Muitos bloqueios ocorrem porque o segurado ignora avisos simples, acreditando que apenas cartas físicas têm valor jurídico. As convocações costumam ocorrer das seguintes formas.
- Aplicativo Meu INSS: notificação push e exigência aberta no sistema.
- Carta física: envio ao endereço cadastrado do beneficiário.
- Extrato bancário: mensagem exibida no comprovante de saque.
Quais documentos o segurado precisa apresentar na revisão?
A exigência documental varia conforme o benefício, mas o critério central é comprovar que os requisitos legais continuam presentes. Laudos antigos e exames vencidos são causas frequentes de indeferimento.
Nos benefícios por incapacidade, são exigidos laudos médicos atualizados, exames recentes, receitas e relatórios terapêuticos. No BPC, a atualização do CadÚnico e a comprovação detalhada da renda familiar são indispensáveis.

Quais são os prazos para apresentar defesa ao INSS?
Após a convocação, o segurado recebe um prazo formal para apresentar defesa ou cumprir exigências. O não envio dos documentos dentro desse período resulta em suspensão automática do benefício.
Em geral, trabalhadores urbanos e beneficiários do BPC têm até 30 dias corridos, enquanto trabalhadores rurais costumam receber até 60 dias, conforme registrado no sistema previdenciário.
O que fazer se o benefício for suspenso após o pente-fino?
Mesmo após o corte, ainda é possível reverter a situação se o segurado agir rapidamente e reunir provas adequadas. A organização documental é decisiva nesse momento crítico.
- Recurso administrativo: solicitação pelo Meu INSS em até 30 dias após a suspensão.
- Cumprimento de exigência: envio imediato dos documentos pendentes.
- Via judicial: acionamento do Juizado Federal quando o recurso é negado.
Manter acesso frequente ao Meu INSS, guardar laudos atualizados e acompanhar qualquer exigência ativa é a forma mais eficaz de evitar longos períodos sem renda. No pente-fino, informação e organização funcionam como a melhor defesa do segurado.




