A nova lei do aluguel limita reajustes ao IPCA, proíbe índices voláteis, amplia transparência de taxas e redefine despesas do inquilino e do proprietário, reduzindo aumentos imprevisíveis e garantindo mais previsibilidade financeira nos contratos.
A nova lei do aluguel, que entra em vigor em fevereiro, altera regras centrais da locação urbana ao impor limites aos reajustes, reduzir a volatilidade dos contratos e ampliar a transparência de cobranças. A expectativa é evitar aumentos imprevisíveis e preservar o orçamento das famílias.
O que muda nos contratos de aluguel com a nova lei?
A legislação atualiza pontos sensíveis da Lei do Inquilinato e redefine critérios de reajuste anual, buscando alinhar os contratos à inflação real do consumo das famílias, com foco em previsibilidade financeira e menor risco de desequilíbrios abruptos.
Na prática, a mudança atinge contratos residenciais novos e renovações, reduzindo surpresas no aniversário do aluguel e criando regras mais claras sobre índices, multas e despesas acessórias, o que fortalece a segurança jurídica para locatários.

Por que o IPCA passa a ser o índice central dos reajustes?
Um dos pilares da nova lei é limitar o uso de indexadores muito voláteis, priorizando índices que reflitam o custo de vida real. Esse ajuste busca impedir distorções como as vistas em crises inflacionárias recentes, conforme os pontos a seguir.
- IPCA como referência: o reajuste anual não pode superar a variação oficial do índice de preços ao consumidor.
- Teto de segurança: ficam vedados indexadores atrelados ao dólar ou ao atacado, que geram saltos desproporcionais.
- Acordo mais protetivo: as partes podem adotar índice menor, nunca superior ao limite legal.
Como a economia de até 36% pode acontecer ao longo do contrato?
A estimativa de economia considera a diferença histórica entre índices voláteis e o IPCA, especialmente em períodos de choque econômico, quando aumentos antes chegavam a superar a evolução da renda média.
Com reajustes mais estáveis, o aluguel deixa de crescer acima do poder de compra, reduzindo o risco de inadimplência e permitindo que famílias permaneçam no imóvel, o que traz equilíbrio financeiro ao contrato no médio prazo.

O que muda nas taxas de condomínio e despesas extras?
A nova lei reforça a separação entre despesas do inquilino e do proprietário, evitando cobranças indevidas e conflitos recorrentes nos condomínios. As responsabilidades passam a ficar mais claras, como mostrado a seguir.
- Despesas ordinárias: limpeza, salários de funcionários e contas das áreas comuns ficam com o inquilino.
- Despesas extraordinárias: reformas estruturais, fachada e fundo de reserva cabem ao proprietário.
- Direito de contestação: cobranças indevidas podem ser abatidas do aluguel mediante comunicação formal.
Quais garantias o inquilino ganha em caso de despejo?
O processo de retomada do imóvel passa a considerar maior proteção ao morador, com ampliação dos prazos de desocupação voluntária em situações específicas, como uso próprio do proprietário.
A lei também pune práticas de coação, proibindo cortes de serviços essenciais ou impedimentos de acesso ao imóvel, reforçando que a desocupação deve seguir ritos legais e respeitar a dignidade do inquilino.




