Condomínio e construtora foram condenados solidariamente por acidente com criança em piscina. A Justiça apontou falhas de construção e ausência de manutenção, aplicou o CDC e reforçou o dever de indenizar por riscos previsíveis.
A condenação conjunta de condomínio e construtora por um acidente envolvendo uma criança em piscina reforça a aplicação da responsabilidade solidária no setor imobiliário. A decisão destaca que falhas de construção somadas à má manutenção geram dever de indenizar.
O que aconteceu no acidente que levou à condenação?
O caso envolve uma criança que sofreu ferimentos em uma área de lazer residencial devido a problemas estruturais na piscina, associados à ausência de medidas preventivas eficazes. A perícia apontou riscos que deveriam ter sido eliminados antes do uso do espaço.
Durante o processo judicial, ficou demonstrado que o ambiente não oferecia segurança adequada, expondo usuários vulneráveis a perigos previsíveis, o que caracterizou falha grave tanto na origem da obra quanto na gestão cotidiana do condomínio.

Por que condomínio e construtora foram responsabilizados juntos?
A decisão aplicou o conceito de responsabilidade solidária, permitindo que ambos respondessem pelo dano causado ao consumidor. A Justiça entendeu que o prejuízo resultou da soma de erros distintos e complementares, conforme os pontos abaixo.
- Construtora: defeito de projeto ou execução que comprometeu a segurança da piscina.
- Condomínio: omissão na manutenção preventiva e na sinalização de riscos aos usuários.
- Relação de consumo: direito da vítima de exigir reparação integral de qualquer responsável.
Quais fundamentos legais sustentaram a condenação?
Os magistrados basearam a decisão no Código de Defesa do Consumidor, que prevê a responsabilização de todos os fornecedores envolvidos na cadeia quando há falha na prestação do serviço ou vício do produto.
Também foi considerado o Código Civil, que impõe o dever de reparação quando há negligência, imprudência ou imperícia, especialmente em situações que envolvem risco à integridade física de crianças.

Quais normas de segurança poderiam ter evitado o acidente?
A Justiça destacou que o cumprimento das normas técnicas é essencial para reduzir riscos em áreas comuns, especialmente piscinas. Entre os requisitos que costumam evitar acidentes graves, estão os seguintes.
- Ralos antiaprisionamento: evitam sucção de membros ou cabelos por sistemas hidráulicos.
- Sinalização visível: informa profundidade e alertas de risco aos usuários.
- Pisos antiderrapantes: reduzem quedas nas bordas e áreas molhadas.
Qual o impacto dessa decisão para condomínios e construtoras?
A condenação tem caráter compensatório e pedagógico, pois busca reparar o dano sofrido pela vítima e induzir mudanças de conduta no setor imobiliário, desestimulando economias indevidas em segurança.
Para síndicos e incorporadoras, o caso reforça que investir em manutenção e cumprir normas técnicas não é opcional, mas uma obrigação legal cuja negligência pode resultar em indenizações elevadas e danos à reputação.




