Nova lei de 2026 encerra congelamento do tempo de serviço da pandemia e autoriza contagem retroativa de maio de 2020 a dezembro de 2021. Medida restabelece anuênios, licenças-prêmio, progressões e efeitos previdenciários.
A sanção da nova lei de 2026 encerra o congelamento do tempo de serviço imposto na pandemia e autoriza a contagem retroativa para benefícios funcionais, resolvendo uma disputa que atingiu milhões de servidores públicos municipais, estaduais e federais em todo o país.
Por que o fim do congelamento do tempo de serviço é tão relevante?
Durante a pandemia, a Lei Complementar 173/2020 suspendeu a contagem de tempo para vantagens funcionais, gerando insegurança e perdas acumuladas para servidores que continuaram trabalhando, muitos deles em serviços essenciais.
A nova legislação reconhece que a medida emergencial não poderia eliminar definitivamente direitos funcionais, restabelecendo a contagem plena do tempo e corrigindo uma distorção administrativa criada em um período excepcional.

Quais direitos o servidor passa a recuperar com a nova lei?
A norma autoriza que o período entre maio de 2020 e dezembro de 2021 volte a integrar o histórico funcional do servidor, permitindo a concessão de benefícios antes bloqueados. Entre os principais direitos restabelecidos, estão os que você vê a seguir.
- Anuênios, triênios e quinquênios vinculados ao tempo no cargo.
- Licença-prêmio com retomada da contagem dos períodos aquisitivos.
- Progressões e promoções dentro das carreiras públicas.
Qual é a base jurídica que permitiu essa mudança em 2026?
A nova lei se fundamenta no entendimento de que a LC 173/2020 suspendeu apenas o pagamento financeiro, mas não extinguiu o direito patrimonial à contagem do tempo de serviço dos servidores.
Decisões recentes passaram a reconhecer que a supressão permanente desse tempo violaria princípios como dignidade do servidor e segurança jurídica, abrindo espaço para uma norma de caráter reparador.

Como ficam os pagamentos retroativos e a aplicação prática?
Embora o tempo volte a contar, a efetivação dos pagamentos depende de ajustes administrativos e orçamentários de cada ente federativo, exigindo planejamento e cautela na execução. Entre os pontos práticos mais importantes, estão os seguintes.
- Atualização da ficha funcional pelos setores de recursos humanos.
- Cálculo de valores retroativos com base no novo tempo reconhecido.
- Observância do orçamento para viabilizar os pagamentos.
O que o servidor deve fazer agora para garantir seus direitos?
Com a nova lei em vigor, é recomendável acompanhar a atualização dos registros funcionais e verificar se o tempo devolvido foi corretamente computado, evitando prejuízos futuros em benefícios e na aposentadoria.
Servidores próximos de se aposentar ou já aposentados recentemente devem redobrar a atenção, pois a inclusão desse período pode alterar datas e valores, tornando essencial a conferência imediata da situação funcional.




