Dormir com o celular perto da cama se tornou um hábito comum, especialmente para quem usa o aparelho como despertador, agenda ou companhia digital nas últimas horas do dia. No entanto, especialistas em sono, segurança e saúde digital alertam que a combinação de luz intensa, notificações, calor gerado pela bateria e exposição prolongada ao conteúdo pode interferir diretamente na qualidade do descanso noturno.
Por que dormir com celular perto da cama pode afetar o sono

A expressão dormir com celular resume comportamentos como checar mensagens antes de apagar a luz, deixar o aparelho na mão ou sob o travesseiro e acordar com a tela a poucos centímetros do rosto. Esse padrão interfere no ritmo biológico, sobretudo pela luz azul emitida pelo visor, que reduz a produção de melatonina, hormônio ligado ao início e à manutenção do sono.
O hábito também favorece o chamado estado de hiper alerta noturno. Mesmo em modo silencioso, muitas pessoas esperam vibrações, avisos de aplicativos ou chamadas tardias, mantendo o cérebro em vigilância e dificultando fases mais profundas de descanso. Conteúdos estimulantes, como redes sociais, notícias ou demandas de trabalho, ainda podem elevar a frequência cardíaca e atrasar o relaxamento necessário para adormecer.
Quais são os principais riscos físicos de dormir com o celular carregando
Ao falar em dormir com celular perto da cama, o modo de carregamento noturno exige atenção especial. Deixar o aparelho carregando embaixo do travesseiro, sobre o colchão ou encostado a cobertores aumenta a temperatura da bateria de íon de lítio, projetada para operar em uma faixa segura de calor.
Corpos de bombeiros e autoridades de segurança elétrica no Reino Unido registram incidentes ligados a carregadores falsificados ou a celulares deixados em superfícies macias. Para reduzir o risco de superaquecimento, curtos e até incêndios, recomenda-se adotar alguns cuidados simples no dia a dia:
- Evitar carregar sob o travesseiro: reduz o acúmulo de calor.
- Usar carregador original ou certificado: diminui falhas elétricas.
- Deixar o aparelho em superfície firme: facilita a dissipação de temperatura.
- Ativar recursos de carregamento otimizado: limita o tempo em 100% de carga.
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Dormir com celular perto da cama faz mal à saúde a longo prazo

Ao discutir se dormir com celular faz mal, costuma-se mencionar a exposição contínua a sinais de rádio, como Wi‑Fi, 4G ou 5G. Diretrizes internacionais indicam que os níveis de radiação emitidos por smartphones ficam abaixo dos limites considerados seguros, mas a proximidade constante com a fonte de emissão leva alguns especialistas a sugerir precauções adicionais.
Uma medida é acionar o modo avião durante a noite, principalmente quando o celular é usado apenas como despertador. Outra é manter certa distância física, deixando o telefone em uma mesa de cabeceira ou móvel próximo, em vez de dentro da cama, somando prudência e conforto sem abdicar da tecnologia.
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Como criar hábitos mais seguros ao dormir com o celular no quarto
A forma de uso do aparelho pode transformar o impacto de dormir com celular perto da cama. Ajustes simples reduzem interrupções e riscos práticos, como ativar o Não Perturbe ou modos de foco noturno e diminuir o brilho da tela ou aplicar filtros de luz azul nos minutos finais antes de dormir.
Para organizar essas mudanças, vale estabelecer pequenas regras pessoais de uso e configuração, que facilitem a transição entre o dia conectado e a noite de descanso. Algumas ações práticas podem ajudar a conciliar tecnologia e sono de forma mais equilibrada:
- Definir um horário para encerrar o uso intenso de aplicativos à noite.
- Ativar modo avião ou foco de sono antes de se deitar.
- Colocar o celular em superfície rígida, afastado do travesseiro.
- Configurar alarmes em relógios ou wearables, quando disponíveis.
- Revisar as notificações permitidas durante a madrugada.




