O caso da cantora Goo Hara provocou uma mudança histórica no direito sucessório ao questionar se pais ausentes devem herdar bens de filhos abandonados. A chamada Lei Goo Hara surgiu após comoção pública e hoje influencia debates jurídicos em vários países.
Por que o caso de Goo Hara causou impacto mundial?
A morte da artista sul-coreana expôs uma lacuna moral no sistema legal, ao permitir que uma mãe ausente por décadas reivindicasse parte da herança apenas com base no vínculo biológico, ignorando totalmente o histórico de abandono afetivo e material.
A reação pública foi intensa porque o caso simbolizou uma injustiça recorrente, onde a lei privilegiava laços formais em detrimento do dever de cuidado familiar, abrindo espaço para debates globais sobre ética, família e sucessão patrimonial.

O que mudou com a criação da Lei Goo Hara?
A nova legislação sul-coreana alterou o critério tradicional da herança, permitindo que a conduta dos pais seja analisada antes da partilha de bens, rompendo com a lógica puramente biológica. Entre os principais avanços trazidos pela lei, estão os seguintes.
- Perda do direito à herança por pais que abandonaram deveres básicos.
- Reconhecimento legal do abandono afetivo e material como má conduta.
- Poder de avaliação judicial sobre o histórico familiar do herdeiro.
Como o direito brasileiro lida com herdeiros indignos?
No Brasil, o Código Civil já prevê a exclusão de herdeiros em situações extremas por meio da indignidade sucessória, aplicada quando há crimes graves contra o autor da herança ou interferência fraudulenta na disposição dos bens.
Existe ainda a deserdação, que depende de testamento e permite excluir herdeiros por comportamentos como ofensa grave ou abandono em casos específicos, embora o simples abandono na infância ainda gere controvérsias judiciais.

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Quais são as principais diferenças entre Coreia do Sul e Brasil?
A comparação entre os sistemas mostra como cada país equilibra laços familiares e responsabilidade legal, revelando caminhos distintos para enfrentar injustiças sucessórias. Entre as diferenças mais relevantes observadas, destacam-se os pontos a seguir.
- Abandono parental impede herança automática na Coreia do Sul.
- No Brasil, exige-se prova de indignidade ou deserdação formal.
- Testamento tem papel central na proteção patrimonial brasileira.
Qual é o legado jurídico deixado pela Lei Goo Hara?
A Lei Goo Hara consolidou a ideia de que família não se resume ao DNA, mas ao cuidado contínuo, criando um precedente que privilegia vínculos reais e responsabilidade parental sobre relações apenas formais.
Para o público brasileiro, o caso funciona como alerta sobre a importância do planejamento sucessório, mostrando que a ausência de instrumentos legais adequados pode permitir resultados injustos mesmo diante de histórias claras de abandono.




