Justiça condenou agência de viagens por atrasos, perda de conexões e falta de assistência a passageiros. Decisão reconheceu falha na prestação do serviço, responsabilidade solidária na cadeia de consumo e indenização por danos morais e materiais.
Uma decisão recente da Justiça reforçou os direitos do consumidor ao condenar uma agência de viagens por falhas durante o trajeto de passageiros, deixando claro que a responsabilidade das empresas de turismo vai além da venda do pacote e inclui todo o suporte contratado.
Por que essa decisão da Justiça chamou atenção do setor?
O julgamento ganhou relevância ao reconhecer que a prestação inadequada de serviços turísticos gera dever de indenização quando compromete a experiência do consumidor, especialmente em viagens que envolvem alto custo financeiro e planejamento prévio detalhado.
A decisão também reforça que transtornos como atrasos prolongados, perda de conexões e falta de assistência não configuram mero aborrecimento, mas sim violação contratual capaz de gerar danos morais e materiais aos passageiros.

O que caracterizou a falha na prestação do serviço?
Segundo o processo, os passageiros enfrentaram atrasos significativos e ausência total de suporte, agravando os prejuízos durante a viagem. A Justiça entendeu que a falha foi sistêmica e não pontual. Entre os principais problemas reconhecidos, estão os seguintes.
- Falta de informações claras sobre atrasos, conexões e alternativas disponíveis.
- Ausência de assistência material, como alimentação e acomodação.
- Desamparo ao consumidor em momentos críticos da viagem.
Por que a agência foi responsabilizada junto à companhia aérea?
A agência tentou transferir a culpa exclusivamente à transportadora, mas o Judiciário aplicou o conceito de cadeia de consumo, segundo o qual todos os fornecedores envolvidos respondem solidariamente pelo serviço contratado.
Ao vender o pacote completo, a agência assumiu o dever de garantir a experiência final, não podendo se eximir quando ocorre falha operacional, já que o consumidor não escolhe individualmente cada fornecedor envolvido.

Quais valores e critérios foram usados na indenização?
A decisão fixou indenizações com base no impacto financeiro e emocional sofrido, adotando critérios de proporcionalidade e caráter educativo para desestimular novas falhas no setor turístico. Entre os principais pontos considerados, destacam-se os seguintes.
- Ressarcimento integral dos gastos extras comprovados pelos passageiros.
- Danos morais fixados em cerca de R$ 8.000 por pessoa.
- Função pedagógica da condenação para o mercado de turismo.
O que o consumidor deve fazer quando a viagem dá errado?
O caso demonstra que registrar provas é essencial para garantir o direito à indenização, incluindo recibos, registros de atrasos e comunicações com a agência, elementos decisivos para comprovar a falha do serviço.
Também reforça a importância de conhecer a legislação de consumo, pois a atuação rápida e documentada aumenta significativamente as chances de reparação judicial diante de prejuízos causados por empresas de turismo.




