Mudanças na CLT em 2026 incluem debate sobre jornada de 36 horas, salário mínimo de R$ 1.621 impactando extras e adicionais, regras mais rígidas para trabalho aos domingos, saúde mental como obrigação legal e FGTS Digital com depósitos via PIX e fiscalização em tempo real.
As mudanças na CLT em 2026 trazem impactos diretos na rotina do trabalhador com carteira assinada. Jornada reduzida, novo salário mínimo, regras mais rígidas para domingos, foco legal em saúde mental e FGTS digital exigem atenção imediata para evitar prejuízos.
A jornada de trabalho de 36 horas já pode virar realidade?
A proposta de jornada semanal de 36 horas ganhou força em 2026 e deixou de ser apenas teste de empresas inovadoras. O debate entrou em acordos coletivos e pautas legislativas, com foco em produtividade, redução do cansaço e combate ao presenteísmo.
Setores de tecnologia e serviços lideram a adoção do modelo, enquanto indústria e varejo discutem adaptação. A lógica é simples: menos horas não significam menos entrega, mas sim descanso estratégico para manter desempenho constante ao longo da semana.

Quais mudanças afetam diretamente o salário do trabalhador CLT?
O salário mínimo em 2026 foi fixado em R$ 1.621,00, valor que redefine a base de cálculo do mercado. Esse reajuste impacta horas extras, adicionais noturnos e benefícios atrelados ao piso nacional, alterando a remuneração mensal na prática.
- Salário mínimo: novo piso nacional válido para todos os contratos CLT
- Hora extra: valor recalculado com base no piso atualizado
- Adicional noturno: aumento proporcional ao novo salário base
Trabalhar aos domingos ficou mais difícil em 2026?
As regras para trabalho aos domingos e feriados ficaram mais rígidas, principalmente no comércio. A simples decisão da empresa já não é suficiente, sendo obrigatória a previsão em convenção coletiva ou acordo formal com o sindicato.
Além disso, o descanso semanal remunerado precisa coincidir com o domingo ao menos uma vez a cada três semanas, conforme o setor. O objetivo é garantir previsibilidade de folga e reduzir escalas abusivas que afetam a vida social do trabalhador.

Por que a saúde mental agora virou obrigação legal?
A partir de 2026, a saúde mental passou a integrar oficialmente as normas de segurança do trabalho. A antiga CIPA foi ampliada para CIPA+A, obrigando empresas a prevenir assédio moral, sexual e ambientes que favoreçam o esgotamento profissional.
- Burnout: reconhecimento formal como doença ocupacional pelo CID-11
- CIPA+A: exigência de canais de denúncia e treinamentos preventivos
- Assédio: obrigação de políticas internas de combate e acolhimento
Como o FGTS digital via PIX muda a fiscalização do trabalhador?
O FGTS Digital passou a operar exclusivamente via PIX, tornando o recolhimento quase instantâneo. Para o trabalhador, isso significa visualizar o depósito rapidamente no aplicativo, sem depender de guias antigas ou longos prazos de compensação.
Para o governo, o controle é em tempo real. A integração com o eSocial permite identificar atrasos automaticamente, reduzindo fraudes. Ao trabalhador, cabe acompanhar os depósitos nos apps oficiais e agir rápido diante de qualquer irregularidade.




