IPO da Anthropic deve sair em outubro e acirrar disputa com OpenAI no mercado de IA
Criadora do Claude protocolou pedido de IPO em junho e deve estrear na bolsa em outubro com avaliação próxima a US$ 1 trilhão
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A Anthropic, uma das principais concorrentes da OpenAI, está em estágio avançado para sua oferta pública inicial de ações (IPO), com expectativa de listagem na bolsa norte-americana já em outubro de 2026. A empresa protocolou confidencialmente os documentos necessários (formulário S-1) junto à SEC em 1º de junho de 2026, um passo decisivo para a abertura de capital.
A movimentação posiciona a companhia para captar recursos massivos, visando financiar o desenvolvimento de suas tecnologias e intensificar a competição no mercado de IA generativa, podendo se tornar a primeira gigante do setor a abrir capital antes mesmo da OpenAI.
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O que é a Anthropic?
A Anthropic é uma empresa de pesquisa e segurança em inteligência artificial com sede nos Estados Unidos. Fundada por ex-executivos da OpenAI, seu principal objetivo é desenvolver sistemas de IA confiáveis, interpretáveis e controláveis, com forte ênfase em segurança e ética.
Como funciona o IPO da Anthropic?
O processo de abertura de capital (IPO) permite que uma empresa privada passe a ter suas ações negociadas publicamente. A Anthropic deu o passo formal para isso ao protocolar seu formulário S-1 de forma confidencial em 1º de junho de 2026. Essa movimentação acontece após a empresa atingir uma avaliação de US$ 965 bilhões em sua rodada de financiamento Série H, em maio de 2026.
Com a documentação já entregue, investidores já discutem uma avaliação próxima de US$ 2 trilhões para a estreia da empresa na bolsa, o que a tornaria a maior oferta pública inicial da história, superando até a SpaceX, avaliada em US$ 1,77 trilhão em sua estreia em junho de 2026. A Anthropic, porém, ainda não confirmou oficialmente nenhuma meta de avaliação.
Por que a Anthropic quer abrir capital?
A decisão de realizar um IPO está ligada à necessidade de capital para competir em um setor de custo altíssimo, mesmo com a empresa já demonstrando forte crescimento. Em julho de 2026, a receita anualizada da Anthropic ultrapassou a marca de US$ 65 bilhões. Os principais objetivos com a captação de recursos são:
Financiar pesquisa e desenvolvimento (P&D): O treinamento de modelos de linguagem avançados exige um poder computacional gigantesco, que consome bilhões de dólares.
Expandir a infraestrutura: A empresa precisa de mais servidores e data centers para suportar a demanda crescente por seus produtos.
Atrair e reter talentos: Oferecer ações como parte da remuneração é uma ferramenta poderosa para contratar os melhores profissionais da área.
Fortalecer a posição no mercado: Com mais capital, a Anthropic pode competir de forma mais agressiva com rivais e seus parceiros.
A disputa com a OpenAI esquenta
Enquanto a OpenAI se apoia em uma parceria bilionária com a Microsoft, a Anthropic, que conta com investimentos pesados da Amazon e da Alphabet (Google), busca no mercado de capitais a autonomia financeira para impulsionar seus projetos. Com este IPO, a Anthropic pode se tornar a primeira das duas gigantes de IA a abrir capital, superando a rival na corrida para Wall Street.
A estreia na bolsa daria à empresa um fôlego financeiro para competir em pé de igualdade, acirrando a corrida pelo domínio da tecnologia de inteligência artificial e estimulando a inovação em todo o setor.
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O que é o modelo Claude?
Claude é a família de grandes modelos de linguagem desenvolvida pela Anthropic, projetada para ser o principal concorrente do ChatGPT, da OpenAI. Ele é treinado para realizar uma variedade de tarefas de conversação e processamento de texto, com um diferencial focado em seguir princípios de segurança e evitar respostas prejudiciais ou antiéticas. O modelo é utilizado por empresas em diversos setores para automação de atendimento, análise de dados e criação de conteúdo.