Minas Gerais é o segundo maior polo de perfumaria e cosméticos, respondendo por 9% de todos os estabelecimentos do setor no Brasil. A constatação vem de um estudo divulgado pela Fecomércio MG (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais), e abrange toda a cadeia econômica do setor: fabricação, comércio atacadista, varejo, geração de empregos formais, comércio exterior, comércio eletrônico e hábitos de consumo dos brasileiros.
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Com 7.076 estabelecimentos ligados à atividade – sendo 330 na fabricação (4,7%), 680 no atacado (9,6%) e 6.066 no varejo (85,7%) –, o estado está atrás apenas de São Paulo, que lidera com folga: 25.308 estabelecimentos, o que corresponde a 32,2% do total. Abaixo de Minas Gerais figuram Paraná (6,9%), Rio de Janeiro (6,7%) e Bahia (5,7%).
“O estudo mostra que Minas Gerais não é apenas um grande mercado consumidor. O estado participa de forma consistente de praticamente todos os elos da cadeia produtiva, desde a fabricação até a distribuição e o varejo. Essa diversificação fortalece a competitividade do setor e amplia sua capacidade de gerar negócios, investimentos e empregos", analisa Fernanda Gonçalves, economista da Fecomércio MG.
A fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal está concentrada nos principais centros econômicos do estado. Belo Horizonte lidera a atividade, com 17,6% dos estabelecimentos entre os vinte municípios mais representativos, seguida por Contagem (7,3%) e Uberlândia (5,8%). A indústria também se faz presente em Uberaba, Juiz de Fora, Ipatinga, Divinópolis e Poços de Caldas, demonstrando que apresenta uma distribuição relativamente diversificada, acompanhando os principais eixos de desenvolvimento econômico de Minas Gerais.
No atacado, Belo Horizonte concentra 20,4% dos estabelecimentos, bem acima dos municípios que vêm na sequência – Contagem (6,3%), Uberlândia (4,0%) e Juiz de Fora (3,2%) –, consolidando-se como principal centro de distribuição do setor. Já a presença em Extrema, Varginha, Montes Claros e Pouso Alegre reforça o papel da infraestrutura de transporte, da integração com mercados consumidores e da capacidade de armazenamento e distribuição como fatores determinantes para a localização.
A atividade apresenta elevada capilaridade no varejo, acompanhando os principais polos econômicos do estado e refletindo a força do mercado consumidor mineiro. Belo Horizonte concentra 19,1% dos estabelecimentos, seguida por Uberlândia (5,7%) e Contagem (4,5%), enquanto Juiz de Fora (2,9%), Montes Claros (2,8%), Betim (2,2%) e Governador Valadares (2%) também apresentam participações relevantes.
De acordo com Fernanda Gonçalves, essa distribuição territorial representa uma vantagem competitiva: "Poucos estados apresentam uma cadeia tão distribuída quanto Minas Gerais. Essa presença regional fortalece o ambiente de negócios, aproxima fornecedores e consumidores e torna o setor mais resiliente diante das transformações econômicas."
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Comércio eletrônico
O estudo mostra que, apesar de parte dessa cadeia produtiva mostrar um ritmo de expansão mais moderado nos últimos anos, o comércio eletrônico vem assumindo papel decisivo para sustentar o crescimento do segmento. Em 2025, as vendas online de perfumaria e cosméticos movimentaram R$ 14,07 bilhões no Brasil, representando 5% de todo o comércio eletrônico nacional.
Em Minas Gerais, o desempenho é ainda mais expressivo. As operações originadas no estado movimentaram R$ 2,78 bilhões, fazendo com que perfumaria e cosméticos representassem 7,7% de todo o e-commerce mineiro, participação superior à média nacional.
