Minas Gerais se consolida como o epicentro da exploração de terras raras no Brasil, com projetos avançados que atraem investimentos internacionais e colocam o estado na liderança da corrida por esses minerais. A movimentação foi intensificada em 2026, com a aquisição de projetos por empresas como a australiana Oceana Metals e a concessão de novas autorizações de exploração, impulsionada pela crescente demanda global por componentes essenciais para a transição energética e tecnologias de ponta, como celulares e carros elétricos.
O que são terras raras?
Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos da tabela periódica, como o neodímio e o prásio. Apesar do nome, não são geologicamente raros, mas sua extração e processamento em escala comercial são complexos. Esses minerais são vitais para a fabricação de ímãs de alta potência.
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Esses ímãs permanentes são indispensáveis em diversas indústrias modernas. Eles estão presentes em motores de veículos elétricos, turbinas de geração de energia eólica, discos rígidos de computadores, alto-falantes e até mesmo em equipamentos militares, como sistemas de mísseis teleguiados.
Por que Minas Gerais lidera essa corrida?
O estado possui vantagens geológicas e econômicas significativas. As jazidas mineiras, principalmente na região de Poços de Caldas, no Sul de Minas, contêm argilas iônicas, um tipo de depósito mineral que permite uma extração mais simples e com menor impacto ambiental quando comparada à mineração em rocha dura, predominante em outros países. Esse fator torna os projetos brasileiros mais competitivos e alinhados às práticas de mineração sustentável.
A extração a partir de argilas iônicas, similar à realizada no sul da China, principal produtor mundial, dispensa a necessidade de explosões e perfurações complexas, o que reduz os custos operacionais e os danos ao meio ambiente. A infraestrutura já existente no estado, legada de outras atividades de mineração, também facilita a logística e o escoamento da produção.
Qual o impacto para a economia brasileira?
A exploração de terras raras posiciona o Brasil como um ator estratégico no cenário geopolítico global. Atualmente, a China controla quase 98% da produção mundial de ímãs permanentes de terras raras. Ao desenvolver sua própria cadeia produtiva, o país pode reduzir a dependência externa e se tornar um fornecedor alternativo para o Ocidente.
Além da exportação da matéria-prima, o governo federal estuda incentivos para atrair indústrias que processem esses minerais e fabriquem produtos de maior valor agregado, como os próprios ímãs permanentes. A expectativa é que essa nova frente econômica gere milhares de empregos e fomente o desenvolvimento de tecnologias verdes no país.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
