A Receita Federal divulgou nesta quinta-feira (11) uma nota oficial para desmentir informações que circulam na internet sobre um suposto vazamento de dados envolvendo seus sistemas. Segundo o órgão, a notícia publicada por um site especializado em tecnologia é falsa e se baseia na recirculação de uma base de dados antiga, já conhecida pelas autoridades e amplamente divulgada desde 2021.
De acordo com a Receita, os dados mencionados na publicação são, em sua maioria, referentes ao ano de 2019 e estão relacionados a um incidente ocorrido à época, sem qualquer ligação com os sistemas do Fisco brasileiro.
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Na nota, o órgão reforça que não houve invasão, vazamento ou comprometimento de suas bases de dados. A Receita também destaca que a simples presença de números de CPF em conjuntos de informações não permite identificar a origem dos dados, já que esse documento é amplamente utilizado em cadastros públicos e privados em todo o país.
O comunicado ainda alerta que a associação indevida dessas informações à Receita Federal é uma prática comum em ambientes criminosos. Segundo o órgão, atribuir uma suposta origem governamental a bancos de dados antigos é uma estratégia utilizada para aumentar a credibilidade e o valor comercial dessas informações no mercado ilegal.
"A divulgação desse tipo de conteúdo, sem a devida verificação, contribui para a desinformação e gera alarme indevido na população", afirmou a Receita Federal.
Receita reforça medidas de segurança
A instituição informou que mantém elevados padrões de segurança da informação e segue monitorando o caso em conjunto com os órgãos competentes.
O alerta ocorre em meio à repercussão de conteúdos que sugeriam a existência de um novo vazamento de dados de contribuintes brasileiros. Com a manifestação oficial, a Receita Federal esclarece que não há qualquer evidência de comprometimento de seus sistemas e orienta a população a buscar informações apenas em canais oficiais.
Especialistas também recomendam cautela diante de mensagens, e-mails ou publicações que utilizem supostos vazamentos para induzir usuários a clicar em links suspeitos ou fornecer informações pessoais. Em casos de dúvida, a orientação é verificar a autenticidade das informações diretamente nos canais oficiais do governo federal.
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