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Jamais imaginei que fosse acontecer comigo, mas dois agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) me abordaram na parada de ônibus, que fica no Gama, enquanto esperava o transporte para ir à faculdade. Eu pensei que seria preso por algum crime — embora não tenha cometido nenhum — mas fui "convidado" para ser testemunha de uma busca e apreensão.
Eu apenas aceitei. Não perguntei sobre a operação e como iria funcionar, apesar de ser bem curioso. Entreguei a minha identidade, a pedido dos agentes, e fomos para o local, que fica de 10 a 15 minutos do ponto onde eu estava. A orientação dos policiais era que eu não poderia "interferir" na busca e apreensão e que eu ficasse no carro até que eles permitissem minha saída.
Enfim, me chamaram para entrar na residência. Percebi que outra pessoa também foi convocada para ser testemunha. Vimos os policiais revirarem toda a casa da servidora do BRB investigada, desde os quartos da família até geladeiras da área gourmet.
A equipe da PCDF confiscou dois celulares e dois computadores. Assinei alguns papéis que me declaravam como testemunha. Pedi uma ressalva, pois estava atrasado para minha aula na faculdade e parecia difícil que a professora fosse acreditar nesse relato sem provas do fato.
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Os agentes terminaram de cumprir o mandado sem prender ninguém, e saímos da casa. Os policiais me deixaram no Terminal do BRT do Gama. A equipe da PCDF era bem educada, mas fiquei muito assustado. Sem dúvida, foi uma experiência e tanto. Vou lembrar dela para o resto da vida. Às vezes, precisamos de um pouco de emoção e essa é uma boa história para contar.