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Imposto de Renda 2026: guia de última hora para não cair na malha fina

O prazo está acabando; veja um passo a passo para preencher a declaração corretamente e conheça os 8 erros mais comuns que podem causar problemas

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O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 chega ao fim em 29 de maio. Para evitar a temida malha fina e garantir a restituição sem atrasos, preencher o documento com atenção é fundamental nesses últimos dias. A boa notícia é que, mesmo com pouco tempo, é possível organizar as informações e transmitir os dados corretamente.

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O processo pode parecer complexo, mas seguir um roteiro simples ajuda a evitar a maior parte dos problemas. As restituições serão pagas em quatro lotes a partir de 29 de maio, com prioridade para idosos, pessoas com deficiência, professores e quem usa a declaração pré-preenchida ou opta por receber via Pix. Para quem ainda não começou, o preenchimento pode ser dividido em cinco etapas principais.

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  1. Reúna os documentos: antes de abrir o programa, junte todos os informes de rendimentos de salários, aposentadorias e aluguéis. Separe também os recibos de despesas médicas, educação, comprovantes de compra e venda de bens e extratos de investimentos.

  2. Baixe o programa oficial: a declaração pode ser feita pelo programa da Receita Federal no computador, pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para celular ou diretamente no portal e-CAC, com a conta Gov.br de nível prata ou ouro.

  3. Escolha o modelo de tributação: a declaração simplificada aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos. Já o modelo completo é indicado para quem tem muitas despesas dedutíveis. O próprio programa mostra qual opção é mais vantajosa financeiramente.

  4. Preencha todas as fichas: informe com cuidado todos os rendimentos, despesas, bens, dívidas e dados de dependentes. Use as informações exatas que constam nos documentos para não criar inconsistências.

  5. Revise antes de enviar: ao fim, utilize a ferramenta Verificar Pendências do próprio programa. Ela aponta erros e informações faltantes, permitindo a correção antes da transmissão final para a Receita Federal.

Os 8 erros que podem te levar para a malha fina

Mesmo com tudo em mãos, algumas falhas são recorrentes e podem gerar muita dor de cabeça. Ficar atento a esses pontos é crucial para não cair na fiscalização da Receita Federal. A maioria dos problemas acontece por simples desatenção.

  1. Omitir rendimentos: a Receita cruza informações de diversas fontes. Esquecer de declarar o salário de um emprego antigo, o aluguel de um imóvel ou trabalhos como autônomo é um erro grave e facilmente detectado.

  2. Informar dependentes incorretamente: incluir um dependente que também teve renda e esquecer de declarar esses ganhos é um problema comum. Erros no CPF do dependente também geram pendências imediatas.

  3. Divergência nas despesas médicas: os valores que você declara devem ser idênticos aos informados pela clínica, hospital ou profissional de saúde. O cruzamento desses dados é automático e qualquer diferença causa problemas.

  4. Erros de digitação: um simples número errado no CPF de uma fonte pagadora, no CNPJ de uma clínica ou nos valores de rendimentos e deduções é suficiente para reter a declaração em malha.

  5. Não declarar a venda de bens: a venda de um carro, imóvel ou outro bem de valor ocorrida no ano anterior precisa ser informada na ficha de "ganhos de capital", mesmo que a operação seja isenta de imposto.

  6. Esquecer saldos e aplicações financeiras: é obrigatório declarar os saldos em contas correntes, poupanças e outros investimentos, como ações e fundos, existentes em 31 de dezembro do ano-base.

  7. Dados bancários desatualizados: se a conta informada para receber a restituição estiver errada ou inativa, o dinheiro não será depositado. O valor volta para o Banco do Brasil e o contribuinte precisa solicitar o reagendamento do crédito.

  8. Não declarar rendimentos de apostas on-line: uma das novidades de 2026 é a obrigatoriedade de informar valores ganhos em plataformas de apostas (bets) e saldos existentes nessas contas em campos específicos. A parcela do prêmio líquido anual que exceder o valor de R$ 28.467,20 será aplicada a alíquota de 15%, enquanto valores que não ultrapassam esse limite permanecem isentos.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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