Gás encanado ou botijão: qual a opção mais segura e econômica?
A escolha entre os dois sistemas gera dúvidas na hora de construir ou reformar; compare os custos de instalação, manutenção e o valor da conta final
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A escolha entre o gás encanado e o tradicional botijão de cozinha é uma decisão importante que impacta diretamente o bolso e a segurança dos moradores. Seja em uma construção nova ou durante uma reforma, ponderar os prós e contras de cada sistema ajuda a evitar surpresas na conta do fim do mês e a garantir mais tranquilidade para a família.
Ambas as opções têm como objetivo final fornecer o gás para o fogão e, em alguns casos, o aquecimento de água. A grande diferença, no entanto, está na forma como ele chega à sua casa, nos custos envolvidos e nos cuidados necessários para a manutenção de cada sistema. É importante notar que os valores e a disponibilidade dos serviços variam conforme a região e podem sofrer alterações ao longo do tempo.
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Custos na ponta do lápis
O primeiro ponto de divergência é o investimento inicial. A instalação do gás encanado costuma ser mais cara, pois envolve a criação de uma tubulação interna conectada à rede de distribuição da rua. Além disso, pode ser necessário adaptar os eletrodomésticos para o novo tipo de gás (GN ou Gás Natural). Já o sistema de botijão (GLP ou Gás Liquefeito de Petróleo) exige apenas a compra do cilindro e do kit de instalação, composto por regulador e mangueira.
No uso diário, a lógica de cobrança muda. Com o gás encanado, o pagamento é feito mensalmente por meio de uma fatura, de forma semelhante às contas de água e luz.
O valor varia conforme o consumo em metros cúbicos. A título de exemplo, em 2026, em São Paulo, o metro cúbico do gás encanado gira em torno de R$ 5 a R$ 6,50, enquanto o botijão de 13kg custa em média R$ 135. Vale ressaltar que o gás encanado costuma ter uma taxa mínima mensal, que varia entre R$ 30 e R$ 50, cobrada mesmo em períodos de baixo consumo.
Já o botijão tem um custo fixo pago no momento da compra. Para famílias que cozinham muito, o gás encanado pode se tornar mais econômico a longo prazo. Para quem usa pouco o fogão, o botijão tende a ser mais vantajoso financeiramente, já que não há cobrança de taxa mínima mensal.
Segurança em primeiro lugar
Quando o assunto é segurança, o gás encanado apresenta vantagens importantes: o fornecimento é contínuo, e a fonte principal fica fora da residência, eliminando a necessidade de armazenar um cilindro inflamável internamente.
Além disso, os sistemas de gás encanado geralmente incluem medidas de segurança adicionais, como detectores de vazamento e válvulas de bloqueio automático. As concessionárias também são responsáveis por manutenções periódicas na rede externa.
O botijão, embora seguro quando instalado corretamente, exige mais atenção do morador. É fundamental verificar a validade da mangueira e do regulador de pressão, além de garantir que o cilindro fique em um local arejado e protegido do sol e da chuva. Vazamentos em botijões geralmente estão ligados a instalações inadequadas ou componentes desgastados.
Como decidir?
A escolha ideal depende do perfil de cada morador e da infraestrutura do imóvel. Avalie os seguintes pontos:
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Gás encanado: ideal para quem busca praticidade, não quer se preocupar com a troca do botijão e vive em uma região com cobertura da rede de distribuição. É uma boa opção para apartamentos e condomínios que já oferecem a infraestrutura.
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Botijão de gás: continua sendo a melhor alternativa para locais onde não há rede de gás natural, para quem tem um consumo baixo ou prefere ter um controle de gastos mais imediato, comprando apenas quando necessário.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.