Reserva de emergência: o primeiro passo que os livros de finanças ensinam
Especialistas explicam por que ter esse dinheiro guardado é fundamental antes de começar a investir e dão dicas de como calcular e onde guardar o seu
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A reserva de emergência deve ser o primeiro passo para uma vida financeira saudável. Trata-se de um valor guardado mensalmente especificamente para cobrir despesas inesperadas, funcionando como uma forma de segurança para imprevistos que surgirem.
Sem essa proteção, qualquer obstáculo pode se transformar em uma dívida. Um problema de saúde, a perda do emprego ou um conserto urgente em casa podem forçar o uso do cartão de crédito ou a contratação de empréstimos com juros altos.
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A reserva de emergência evita que um planejamento financeiro seja destruído por um evento inesperado. Ela oferece a tranquilidade necessária para tomar decisões racionais em momentos de crise, sem a pressão de precisar de dinheiro imediatamente.
“As ‘Reservas de Emergências’ precisam ser revistas anualmente. Elas nos ajudam a ter calma e equilíbrio quando emergências ocorrerem, e permitem que suas finanças estejam sempre em ordem”, afirmou Silvio S Paixão, planejador financeiro.
Como calcular a sua reserva de emergência
O cálculo é bastante pessoal, mas segue uma regra geral: o valor deve cobrir alguns meses do seu custo de vida essencial. Para descobrir esse número, some todas as suas despesas mensais fixas e indispensáveis, como:
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Moradia (aluguel ou financiamento);
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Contas de consumo (água, luz, internet);
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Alimentação e supermercado;
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Saúde (plano e remédios);
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Transporte;
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Educação.
A recomendação varia conforme a estabilidade da sua renda. Para profissionais com ganhos mais previsíveis, como servidores públicos ou funcionários com carteira assinada, o ideal é ter entre três e seis meses de despesas, de acordo com o Serasa Score. Já para autônomos, a recomendação sobe para seis meses, garantindo mais segurança.
Onde o dinheiro deve ficar guardado
A principal característica do local onde a reserva de emergência é guardada deve ser a liquidez, ou seja, a facilidade de resgatar o dinheiro quando necessário. A rentabilidade fica em segundo plano. O objetivo não é enriquecer, mas proteger seu patrimônio.
As melhores opções combinam segurança e acesso rápido. Investimentos como o Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária que paguem pelo menos 100% do CDI e Letras de Crédito (LCI e LCA) são os mais recomendados, estas últimas com a vantagem da isenção de Imposto de Renda.
De acordo com Silvio S Paixão, as reservas devem sempre estar disponíveis para resgate. “Aplique as ‘Reservas de Emergências’ de forma conservadora e privilegiando a liquidez, pois elas terão que estar disponíveis para serem usadas, se necessário.”.
É recomendado evitar aplicações de risco, como ações, ou com baixa liquidez, como muitos fundos de investimento ou a previdência privada, para este fim específico.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria