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Confira 5 situações financeiras que a Receita Federal monitora via Pix

Fisco cruza dados de movimentações totais com renda declarada; veja situações que podem gerar alertas

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A praticidade do Pix revolucionou as transações financeiras no Brasil, mas também ampliou as ferramentas de fiscalização da Receita Federal (RF). O Fisco monitora não apenas grandes valores, mas o volume consolidado de transações que podem indicar sonegação de impostos e inconsistências na declaração de renda. Movimentações suspeitas podem acender um alerta e levar o CPF do contribuinte para a malha fina.

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O cruzamento de dados é a principal ferramenta da Receita. As instituições financeiras são obrigadas a informar as movimentações financeiras dos seus clientes por meio da e-Financeira.

É importante destacar que a e-Financeira não discrimina a modalidade da transferência (Pix, TED ou DOC), e os valores são apresentados em bloco, com os totais movimentados a débito e a crédito. Quando o volume total que entra e sai da conta é incompatível com a renda declarada, o sistema automatizado do Fisco gera um alerta para uma análise mais detalhada.

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É importante esclarecer que a Receita Federal não monitora transações individuais realizadas via Pix. O órgão não recebe informações sobre se uma transferência foi feita por Pix, TED ou DOC, nem tem acesso a valores de operações isoladas ou à identificação da origem e destino específico dos recursos. O monitoramento é feito por meio de dados consolidados mensais fornecidos pelas instituições financeiras.

Essa vigilância vai além de uma única transação de alto valor. A análise considera o volume total movimentado, buscando identificar atividades econômicas não declaradas ou um padrão de vida que não condiz com os rendimentos informados. Confira a seguir cinco situações financeiras que podem chamar a atenção.

Situações financeiras que podem gerar alerta

1. Pagamentos recorrentes de aluguel
Receber valores de aluguel, seja por Pix ou outro meio, sem a devida declaração, é um risco. O locador que não declara os valores recebidos pode ser facilmente identificado pelo Fisco, que cruza essa informação com os dados do locatário. A ausência desse rendimento na declaração é um forte indício de sonegação fiscal.

2. Compra e venda de bens de alto valor
Transações envolvendo a compra de carros, imóveis, barcos ou outros bens de valor elevado são monitoradas. Se um contribuinte realiza uma transferência de R$ 80 mil para comprar um veículo, por exemplo, mas não possui renda ou patrimônio declarado que justifique essa despesa, a Receita pode questionar a origem do dinheiro.

3. Recebimento por serviços sem nota fiscal
Profissionais autônomos e pequenos empresários que recebem pagamentos frequentes por serviços prestados via Pix, mas não emitem nota fiscal ou não declaram essa renda, estão na mira. O volume total de recebimentos pode indicar uma atividade comercial, gerando uma notificação por omissão de rendimentos.

4. Movimentações incompatíveis com a renda
O Fisco analisa o volume total movimentado. Se uma pessoa declara um salário de R$ 5 mil, mas o volume total de recursos que saem de suas contas chega a R$ 15 mil, a discrepância é evidente. Esse padrão de movimentação elevado e incompatível com a renda declarada é uma das principais bandeiras vermelhas para a fiscalização.

5. Aportes em investimentos não declarados
Utilizar transferências, incluindo Pix, para comprar criptomoedas, ações ou fazer aportes em outros tipos de investimentos sem declarar no Imposto de Renda é outra prática arriscada. A transferência do dinheiro é rastreável, e, ao cruzar com a ausência da declaração desses ativos, a Receita Federal pode identificar tanto a sonegação de rendimentos quanto a ocultação de patrimônio.

Nota: A Instrução Normativa RFB nº 2219/2024, que estabelecia novos parâmetros de monitoramento, foi revogada em janeiro de 2025, mas os mecanismos de fiscalização via e-Financeira continuam ativos.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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