JARBAS SOARES FALA SOBRE SEU FUTURO

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ENTREVISTA

JARBAS SOARES JÚNIOR

ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais


O senhor completa, em 2026, 36 anos de Ministério Público de Minas Gerais, tendo sido procurador-geral de Justiça (PGJ) por quatro mandatos (2004 a 2006; 2007/2008 e 2020 a 2022). Agora fala em se aposentar e concorrer a um cargo nas eleições deste ano. Essa decisão está tomada? Como surgiu esse interesse de ingresso na política?

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Na verdade, não tenho falado de aposentadoria como hipótese, até porque esse será um fato concreto caso ocorra. O que tem acontecido é que, ao deixar o cargo de procurador-geral de Justiça após quatro mandatos e 36 anos de Ministério Público de Minas Gerais, muitos convites têm chegado a mim, seja da iniciativa privada, seja do mundo político, nesse caso para eu me filiar a partidos políticos para concorrer a algum cargo eletivo nas próximas eleições, sobretudo para o cargo de governador do Estado. Esse interesse dos partidos políticos acontece desde 2016 na eleição municipal de Belo Horizonte. Diziam os líderes partidários àquela época: será eleito alguém fora da política. Eles estavam certos, ganhou o ex-presidente do meu Galo, Alexandre…


Comenta-se que o senhor poderia já vir, em sua primeira disputa eleitoral, a ser candidato ao governo do estado. Se sente preparado para tal desafio? Por quê?

Não me vejo nessa condição ainda, de candidato. Como membro do Ministério Público, não posso ter atividade político-partidária, razão pela qual tenho mais ouvido e não tenho participado dos meandros dos partidos. Estou ouvindo e refletindo. Tudo é novo para mim, um mundo que não conheço por dentro. Tenho outra dificuldade, sou amigo dos nomes citados como possíveis candidatos. O senador Rodrigo Pacheco é amigo, o senador Cleitinho, gosto muito dele, temos longas conversas, o vice-governador Mateus Simões ajudou muito o Ministério Público, o respeito e gosto dele, o prefeito de Patos de Minas, Falcão, presidente da Associação Mineira de Municípios, líder em ascensão, o vereador Gabriel Azevedo, culto e brilhante, e tenho uma grande ligação com o deputado Tadeu Leite, meu querido conterrâneo. Estou mais distante do ex-prefeito Alexandre Kalil, e ainda não sei a razão até hoje. Lembro do deputado Nikolas na academia, fazíamos academia nos mesmos horários, mas nunca conversamos. Reconheço a sua liderança política. Enfim, terei que superar a questão de amizade caso queira ser candidato.


O senhor pensa apenas no governo do estado ou cogita, em não sendo possível legenda partidária para a chefia do Executivo, buscar uma posição na Assembleia Legislativa, na Câmara Federal ou no Senado?

Não sou candidato a nada, não estou à procura de emprego nem de cargos. Já fui mais do que aquele menino da beira do Rio São Francisco poderia imaginar, cheguei a presidir o Colégio de Procuradores Gerais do Ministério Público do Brasil em 2024. Tenho cargo por concurso público, sou feliz na minha Instituição. Posso dizer, no entanto, que, como sertanejo, não tenho medo de cara feia e, qualquer que seja o meu desafio, estarei pronto e de cabeça erguida. Sendo muito sincero, como aquela música, “o que deve ser, será”. Pode ser tudo ou nada. Não tenho mais direito a ter alucinações ou miragens, ou, de outro lado, receios. A vida, disse Guimarães Rosa, requer coragem de cada um de nós. Estou pronto para qualquer desafio, até o de continuar fazendo o que eu faço com muito gosto.


Como um dos grandes líderes do Ministério Público mineiro, ao cogitar se aposentar entende que, após três mandatos como procurador-geral de Justiça, já cumpriu seu papel no MPMG ou considera a hipótese de, em não sendo possível candidatar-se nas eleições vindouras, ser novamente candidato a PGJ?

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Não descarto nada, até continuar onde estou. O professor Antonio Anastasia conta, aos risos, que me perguntaram um dia se eu seria candidato a procurador-geral de Justiça e eu respondi: sempre. É verdade essa história. Para defender a minha instituição e a população do meu estado atendida pelo Ministério Público, sobretudo os mais pobres, como me ensinou Dom Luciano Mendes, eu estarei sempre à disposição e de pé. Quando chegar a hora, também disse Guimarães Rosa, o mineiro “entende, atende, toma tento, levanta, peleja e faz”. Essa hora vai chegar. Vamos tomar as decisões com toda a mineiridade, sem arroubos.

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