QUEM CHEFIARÁ O MPMG?
CONHEÇA OS CANDIDATOS A PROCURADOR(A)-GERAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS
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Entrevistados
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CARLOS EDUARDO FERREIRA PINTO, JOSÉ CARLOS FERNANDES JÚNIOR, LARISSA RODRIGUES AMARAL e PAULO DE TARSO MORAIS FILHO
O D&J formulou as seguintes perguntas aos candidatos que concorrerão, em 10 de novembro, à eleição para PGJ para o biênio 2027/2028:
1) Quais os principais desafios do MPMG atualmente e o que o(a) leva a ser candidato(a) a PGJ?
2) Quais serão os pilares de sua gestão uma vez eleito(a) e por que, na sua visão, merece o voto da classe?
3) Quais as principais medidas que pretende implementar em seu mandato?
CARLOS EDUARDO FERREIRA PINTO
1 -Em todas as áreas, o MPMG entrega muitos resultados à sociedade. Isso significa, por exemplo, proteger crianças, combater a violência doméstica, defender o direito à saúde e enfrentar a criminalidade organizada. O principal desafio é tornar esses resultados mais conhecidos, para que a instituição estreite cada vez mais a sua conexão com os reais destinatários de nossos serviços: os mineiros. Assim, o MPMG precisa fortalecer a sua presença em todas as regiões, agir com planejamento e transparência e trabalhar em diálogo com a sociedade e as instituições públicas e privadas, sem abrir mão de sua autonomia. Sou candidato porque acredito que podemos entregar ainda mais à população mineira.
2 - Minha gestão será guiada por três compromissos: aproximar o MPMG das pessoas, fortalecer a atuação de quem está na linha de frente e aprimorar a cooperação entre instituições para construir soluções efetivas para Minas Gerais. O Ministério Público deve fiscalizar e responsabilizar quando necessário, mas também prevenir violações, dialogar com todos, articular estratégias e contribuir para que direitos saiam do papel. Peço a confiança da classe para conduzir um projeto composto por propostas concretas e objetivas, construído a partir da escuta de inúmeros colegas, com responsabilidade, transparência e foco nos resultados que importam à sociedade.
3 - São várias. Destaco o fortalecimento da estrutura destinada ao enfrentamento às facções criminosas e aos crimes digitais, alcançar os recursos que financiam o crime e ampliar o apoio em julgamentos de crimes contra a vida, inclusive feminicídios. Também avançaremos no uso responsável da tecnologia, na formação de equipes de apoio em cada órgão de execução do MP e na comunicação com a sociedade. Estaremos prontos para realizar um diálogo propositivo e uma cooperação estratégica com os demais entes públicos e privados, para trazer soluções concretas que impactem positivamente na vida dos mineiros.
JOSÉ CARLOS FERNANDES JÚNIOR
1 - O Ministério Público de Minas Gerais enfrenta o desafio de responder a demandas cada vez mais complexas, em um estado com realidades muito diferentes. Para isso, promotoras, promotores, procuradoras e procuradores de Justiça devem ter condições adequadas de trabalho e contar com o apoio da Procuradoria-Geral de Justiça.
Sou candidato porque acredito que minha experiência nos órgãos de execução e na Administração pode contribuir para uma gestão próxima dos colegas, atenta às necessidades de cada região e comprometida com a independência do Ministério Público e com a população mineira.
2 - Minha gestão terá como pilares a paridade, o protagonismo e a transparência institucionais. Acredito em uma Administração que respeite as Promotorias e Procuradorias de Justiça, compartilhe as decisões e dê publicidade aos critérios que orientam a aplicação dos recursos.
Peço o voto dos colegas com a disposição de colocar minha experiência a serviço de uma gestão que dialogue e reconheça o trabalho de quem atua nos órgãos de execução. Uma gestão que cuide também das pessoas, com atenção à saúde mental, e que apresente à sociedade o trabalho realizado pelo Ministério Público.
3 - Pretendo fortalecer o assessoramento e ampliar o apoio técnico às Promotorias e Procuradorias de Justiça, para que os colegas tenham melhores condições de exercer suas atribuições. Também quero aproximar a Administração das regiões de Minas, escutando as dificuldades de cada localidade e organizando os serviços de acordo com essas necessidades.
Na atuação do Ministério Público, o enfrentamento ao crime organizado, inclusive no combate à corrupção, a proteção do meio ambiente e a defesa da qualidade dos serviços de saúde e educação estarão entre as prioridades. Para avançar nessas áreas, será necessário investir em planejamento, cooperação e uso responsável dos recursos, preservando sempre a independência institucional.
LARISSA RODRIGUES AMARAL
1 - O Ministério Público enfrenta o desafio permanente de preservar sua autonomia e sua capacidade de resposta diante de demandas sociais cada vez mais complexas. Para isso, necessita de estrutura adequada à atividade-fim, valorização da carreira, paridade, responsabilidade orçamentária, integração das áreas e gestão eficiente. É necessário aproximar a Administração Superior das diferentes realidades do estado. A honra de ser a primeira mulher a ocupar o cargo deve ser acompanhada do real propósito para a candidatura: deixar um legado de transformação, com planejamento, cooperação com os Poderes e sociedade civil e resultados para a população.
2 - Os pilares da gestão serão: integração institucional, modernização e valorização de membros e servidores. A integração envolverá articulação das áreas e objetivos claros, aproximando o Ministério Público ainda mais da sociedade. A modernização abrangerá gestão orçamentária transparente e aprimoramento administrativo e tecnológico. A valorização contemplará saúde, capacitação e aperfeiçoamento das condições de trabalho. A confiança do voto reside nos compromissos orientados pelo diálogo institucional, pelo planejamento e pelo reconhecimento da diversidade de experiências que compõem a carreira.
3 - Entre as medidas estão o Projeto MP Social, com prioridades definidas por planejamentos regionais, indicadores sociais e diálogo com os membros, respeitada a independência funcional, em articulação com Poderes, órgãos e sociedade civil. A unidade institucional será fortalecida em três eixos: segurança pública; defesa dos direitos humanos, com ênfase na primeira infância e na melhoria do IDH; e desenvolvimento sustentável. Previstas, ainda, a modernização dos fluxos administrativos, o uso responsável da inteligência artificial, promoção de ações de saúde mental e segurança institucional, bem como o aperfeiçoamento da gestão orçamentária, com transparência e eficiência.
PAULO DE TARSO MORAIS FILHO
1 - O principal desafio é consolidar o Ministério Público concebido pela Constituição de 1988, independente, próximo da sociedade e capaz de transformar direitos em resultados concretos. Isso exige enfrentar desigualdades regionais, novas formas de criminalidade, demandas sociais crescentes e limitações de estrutura, sem perder nossa identidade institucional. A candidatura à recondução se alicerça no conhecimento dessas dificuldades, na escuta ativa em todas as regiões e na convicção de que esse trabalho deve ser fortalecido, aproximando a Administração de quem atua na ponta e, sobretudo, valorizando e cuidando das pessoas que, de fato, fazem do Ministério Público de Minas Gerais uma instituição de vanguarda.
2 - A gestão terá como pilares o fortalecimento do princípio da unidade, a valorização de membros e servidores, o diálogo permanente, a eficiência administrativa e a defesa intransigente dos direitos fundamentais. O PGJ em Ação mostrou que ouvir as Procuradorias e Promotorias e dar respostas efetivas fortalece toda a instituição. O trabalho desenvolvido até aqui é fruto do empenho de uma equipe comprometida e da colaboração de toda a classe. É com gratidão por essa construção coletiva, humildade para reconhecer o que ainda precisamos melhorar e disposição para continuar ouvindo e trabalhando juntos que peço a renovação dessa confiança.
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3 - Ampliar o PGJ em Ação, conferindo maior apoio (CAO Vai Até Você); reforçar equipes e apoio técnico nas unidades (Minha Promotoria); simplificar fluxos e reduzir burocracias (OTIMIZA); expandir soluções digitais e o uso seguro de inteligência artificial (correção do MPE e avanço no MP Inteligente); investir em capacitação, saúde e condições de trabalho (LIDERA); e fortalecer a atuação integrada no combate ao crime organizado, na defesa do patrimônio público, na proteção dos vulneráveis e na reparação de danos ambientais (RAI). Cada iniciativa reforçará a atuação, com acompanhamento e resultados perceptíveis à classe e à sociedade.