CARGA TRIBUTÁRIA RECORDE EM 2025

A proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país foi a maior da série histórica iniciada em 2010

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Décio Freire*

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A Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão criado em 1986 vinculado ao Ministério da Fazenda, é responsável pela gestão da dívida pública, administração da conta única do Tesouro Nacional, pelo controle das finanças públicas, programação financeira e pela contabilidade federal. Considerada o “caixa” do governo federal, a STN divulgou, no último dia 10, que a carga tributária somou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. Isso quer dizer que a proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país foi a maior da série histórica iniciada em 2010. Um recorde! Esse aumento da carga tributária coloca o Brasil como a 6ª maior tributação do planeta, ao lado de países como Venezuela e Paquistão.


A elevação em 2025 (em 2020, a carga tributária total no país estava na faixa dos 29,2% do PIB) decorreu, principalmente, da elevação dos impostos federais, como no caso do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). Dos 32,4% de carga tributária registrados em 2025, 22,34% decorreram de impostos federais, que no ano anterior ficaram em torno de 21,6%. Os estados contribuíram com 8,38%, uma pequena redução contra os 8,48% de 2024. E os municípios tiveram carga estimada em 2,42% do PIB, contra 2,40% no ano anterior.


Além do aumento no IOF, a STN registrou elevação, também, nos Impostos sobre a renda, lucros e ganhos de capital, e também crescimento da arrecadação das Contribuições para o RGPS (Regime Geral da Previdência Social). E o resultado poderia ser ainda pior, pois a STN esclarece em seu estudo que, buscando se adequar às melhores práticas internacionais, alterou a metodologia para excluir da base de cálculo da carga tributária total as contribuições destinadas ao FGTS e ao Sistema S. Se esses tributos também fossem considerados, a carga tributária brasileira, em 2025, atingiria os 34,35% do PIB. Esse percentual coloca o Brasil como o país de maior carga tributária entre os emergentes.


Considerando que a Reforma Tributária ainda não gerou seus efeitos e que existe, inclusive, previsão de proporcionar aumento ainda maior da carga tributária, sobretudo para empresas de setores específicos, como saúde e serviços, por exemplo, a preocupação com o impacto que isso pode causar na economia é gigantesca.


Ao mesmo tempo, a mesma Secretaria do Tesouro Nacional (STN) divulgou, no início de fevereiro, que os gastos administrativos do governo federal atingiram, em 2025, R$ 72,7 bilhões, o maior valor registrado nos últimos nove anos, considerando dados oficiais atualizados pela inflação. O levantamento considera apenas as despesas para manutenção da máquina pública em funcionamento, excluindo benefícios sociais e salários obrigatórios. Enquanto o ralo das despesas continuar aberto – e aumentando como se vê –, não adianta sacrificar as empresas e os brasileiros com a conta recorde em matéria de carga tributária.

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*Advogado, presidente do Conselho Consultivo dos Diários Associados

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