Celso Adolfo faz show no Clube de Jazz Café com Letras
Cantor, compositor e violonista vai reunir músicas conhecidas de seu repertório e inéditas, que devem entrar em álbum a ser lançado no ano que vem
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O cantor, compositor e violonista Celso Adolfo se apresenta neste sábado (31/10), no Clube de Jazz Café com Letras, tendo como convidado o violinista da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais Marcelo Nébias, que participará nas músicas “Por onde flor” e “Coração brasileiro”.
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O repertório tem, no total, 14 canções, incluindo “Nós dois”, “Flor bonita”, “Minueto”, “Foi assim”, “Depois do amor” e “O tempo”. “Vou fazer também uma homenagem a João Bosco e Chico Buarque, cantando ‘Sinhá’, de autoria dos dois”, afirma o artista.
“A surpresa é que nesse show vou cantar três músicas inéditas que entrarão no disco que estou gravando e que será lançado no ano que vem. Vou até distribuir as letras dessas três canções para que a plateia cante comigo”, diz.
Celso Adolfo diz que existem dois objetivos principais quando o artista faz um show. “Quando ele está lançando um álbum, canta somente as músicas daquele trabalho. Porém, quando não é assim, revisita a sua obra e coloca também músicas novas no repertório. Esse é o meu caso, pois estou gravando um novo disco e vou cantar as inéditas ‘Pra mode Pensar’, ‘Por onde flor’ e ‘Flor, minha Flor’. Aliás, essa última é a primeira vez que componho algo citando o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).”
Já “Pra mode Pensar” foi inspirada no caderno “Pensar”, do jornal Estado de Minas. “Sou muito fã desse caderno e não perco um número sequer. Ele é maravilhoso e gosto muito de lê-lo, pois é muito bem feito e muito bem diagramado. Sempre lendo o caderno Pensar, fui pensando, pensando, até que a canção ficou pronta e entrará no meu próximo álbum.”
A inspiração para escrever a letra de “Por onde flor”, por sua vez, surgiu enquanto ouvia uma modinha de 1912, composta por Chiquinha Gonzaga (1845-1935). “Em 1929, essa melodia acabou recebendo versos de um autor desconhecido e, na voz de Gastão Formenti, ficou famosa, porém com o nome de ‘Lua branca’.”
“Ainda ouvindo a modinha, eu dirigia, cantava e inventava versos para ela, mas que descrevessem o amor entre dois humanos, amor em estado puro e perfeito conforme o seu meio”, conta o músico mineiro. “Fui gostando daquilo e, para não perder o fio da meada, segui em frente na composição. Ao final da primeira estrofe, encaixei a inscrição 'ir por onde flor' que havia lido em um muro da casa de amigos.”
Adolfo lembra que o receio quase o impediu de ir adiante, pois estava colocando mais uma letra em uma melodia dos anos 1990, relançada sob o título “Serenata de uma mulher”, com letra de Paulo César Pinheiro. “E cheguei ao fim do que não imaginara, ou seja, ter me enfiado em tão consagrada criação musical, sem chance de ser desautorizado pela parceria involuntária.”
O artista revela que as duas estrofes finais de “Por onde flor” valeram-se do soneto “Felicidade”, escrito por Vicente de Carvalho e lançado em 1908. “Ouvi muito esse soneto nas preciosas e apaixonadas declamações parnasianas do meu sogro Luís Gonzaga Soares Leal, a quem dedico essa música.”
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CELSO ADOLFO
Show do artista, neste sábado (31/10), às 21h, no Clube de Jazz do Café Com Letras (Rua Antônio de Albuquerque, 47, Funcionários). Ingressos a R$ 50 (área interna - assentos individuais), R$ 100 (área interna - mesa para 2), R$ 200 (área interna - mesa para 4), R$ 25 (área interna - balcão, em pé), R$ 50 (área externa - mesa para 2) e R$ 100 (área externa - mesa para 4), à venda no Sympla e no local.