'Mãe raiz' leva as dores e delícias da maternidade ao Cine Theatro Brasil
Estrelado por Dona Sônia, espetáculo do comediante Glauber Cunha volta ao cartaz neste sábado (3/10) em Belo Horizonte
compartilhe
Personagens, falas e atitudes associadas à maternidade são sucesso na comédia. O fenômeno se dá, muitas vezes, pela identificação do público com o clichê “as mães são todas iguais”. É o caso de Dona Sônia, papel do comediante Glauber Cunha, que chega ao Cine Theatro Brasil neste sábado (3/10) com o espetáculo “Mãe raiz”.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
O título da peça vem da comparação entre a “mãe raiz” e a “mãe nutella”, tópicos que ganharam força nas redes sociais. A brincadeira relaciona matriarcas mais sérias e corretas à “maternidade raiz”, e aquelas menos rígidas ao famoso creme de avelã.
“O espetáculo fala muito do cotidiano de mães e filhos, daquelas que colocam os filhos no eixo. Fiz uma comparação desses dois estilos de maternidade. Conto alguns casos de antigamente, os momentos em que tínhamos de usar remédios como Merthiolate, e a facilidade das coisas hoje em dia”, diz Glauber Cunha.
Dona Sônia interage com o público. O comediante revela que espectadoras, ao lado dos filhos, sobem ao palco para participar de concursos com provas de grito e arremesso de chinelos. A mãe “mais raiz” ganha um troféu no final da noite.
Natural do Ceará, Cunha mora em BH há 20 anos. Iniciou sua trajetória em 2009, com apresentações de stand-up. Estudou teatro e produção multimídia; passou a criar vídeos para as redes sociais em 2018.
Os primeiros vídeos dele destacavam frases e comportamentos típicos da maternidade. “Foi assim que surgiram a Dona Sônia e seus dois filhos: o Inácio, que ainda é criança, e a Dayane, adolescente. A diferença de idade entre os irmãos permite situações diferentes”, explica.
Nas mídias sociais, os vídeos abordam de álbuns de figurinhas da Copa do Mundo a situações do cotidiano em que, dentro de casa, a mãe sempre localiza facilmente algo que os filhos nunca acham.
“É interessante: em cena, vou falando e vendo filhos apontando para as mães. Dona Sônia interage muito, ela desce do palco e faz perguntas para plateia, conversa com mães e filhos”, diz o ator.
“Mãe raiz” estreou em 2025 e Glauber Cunha vem rodando o país com a personagem. Ele apresenta a peça pela segunda vez em BH. O roteiro levou em conta situações vividas pelo comediante ao observar a própria mãe e as tias.
“Na internet, muita gente se identifica e vêm comentários tipo ‘é igual a minha mãe’, ‘aqui em casa é do mesmo jeito’. Dessa forma, vemos o quanto todos são iguais, só muda o endereço”.
Como a personagem surgiu na internet e viralizou na época da COVID-19, Glauber revela que estar no palco é emocionante, especialmente quando ele percebe a reação do público. É comédia, mas o final emociona, garante. “Dona Sônia faz um poema muito bonito para os filhos valorizarem as mães”, adianta.
“MÃE RAIZ”
Texto e atuação: Glauber Cunha. Neste sábado (3/10), às 20h, no Cine Theatro Brasil (Praça Sete, Centro). Plateia 1: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia). Plateia 2: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia). Vendas
on-line na plataforma Eventim.
Outras atrações
>>> “FEITIÇO”
A cantora Mariana Volker leva o show acústico “Feitiço” à Casa Outono (Rua Outono, 571, Carmo), neste sábado (3/10) às 20h30. Ela apresenta canções de seu novo disco, como “Não quero te querer” (gravada com Maria Gadú), “Feitiço” e “Quatro semanas de amor”. Ingressos: R$ 55, à venda na plataforma Sympla.
>>> “AS HILÁRIAS”
Nesta sexta (2/10), Suzy Brasil, Kayete e Karoline Absinto apresentam “As hilárias”, às 21h, no Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). O trio se divide entre números individuais e em conjunto, apostando na comédia e na celebração da arte drag. Sílvio Ferreira idealizou o espetáculo. Setor 1: R$ 140 (inteira), R$ 120 (ingresso solidário) e R$ 70 (meia). Setor 2: R$ 120 (inteira), R$ 100 (solidário) e R$ 60 (meia). Vendas on-line na plataforma Sympla.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
* Estagiária sob supervisão da editora-assistente Ângela Faria