Elton John tomou conta do Palco Mundo, no Rock in Rio, e encerrou sua apresentação, na última segunda-feira (7/9), com o clássico “Your song”, escrita por seu parceiro musical Bernie Taupin. O encerramento do astro britânico no festival carioca é o ponto de partida do espetáculo “Pop rock internacional 2”, que o Coral Madrigale apresenta nesta quarta-feira (9/9), em Belo Horizonte.


Quarenta cantores e cinco instrumentistas sobem ao palco do Teatro Sesiminas, sob a regência do maestro Arnon Oliveira, para interpretar “Your song” e 14 outros hits do pop internacional.


O regente prefere manter o restante do programa em segredo. “Nossa ideia é fazer uma leitura que começa por volta dos anos 1970 e vai até a atualidade. Quando começamos a seleção das peças, seguimos muito pela memória do que traz esse encontro direto com o público. Foi uma boa coincidência o show do Elton John no Rock in Rio, porque selecionamos ‘Your Song’”, afirma.


“Pensamos: 'Isso vai chegar ao público?’, ‘Será bom para o público?’, ‘Tem um bom arranjo?’, caso sim, seguimos com essa peça”, diz Arnon Oliveira, sobre o processo de seleção do repertório.


O programa repete apenas três canções da primeira edição, realizada em maio de 2025, as outras 12 são inéditas no espetáculo. A primeira edição incluiu músicas como “Dancing queen”, do Abba; “Take on me”, da banda norueguesa A-ha; “Beat it”, de Michael Jackson; “Bohemian rhapsody”, do Queen”, e “And I love her”, dos Beatles.


Vozes moduláveis

As adaptações feitas para espetáculos de música popular se baseiam mais na colocação das vozes e menos nos arranjos. “Se pensarmos o coro como um instrumento, ele é modulável. Se vamos cantar uma peça erudita, Mozart ou Beethoven, é uma técnica mais lírica. Quando cantamos pop rock, é preciso fazer uma certa modulação, porque as vozes graves tendem a ir mais para o agudo, por exemplo. Então costumamos pensar se os arranjos funcionam bem para o coro”, explica o maestro. Os cantores estarão acompanhados de guitarra, baixo, bateria, teclado e piano.


Desde 2010, o Madrigale promove espetáculos de música popular, que vão da MPB ao universo Disney. Naquele ano, parceria com o pianista belo-horizontino Hely Drummond, morto em 2022, culminou no espetáculo “Helyelas”. O repertório – batizado com trocadilho pensado pela junção de “Hely” e “elas” – surgiu quando o músico apresentou ao coro arranjos feitos para vozes femininas, com composições de Tom Jobim (1927-1994) e Johnny Alf (1929-2010).


“Logo depois da pandemia, demos uma guinada para esse campo [de espetáculos de música popular] e fizemos concertos voltados para as canções da Disney. No ano passado, ficamos em dúvida se faríamos outra edição ou outro espetáculo novo. Foi quando decidimos criar o repertório do pop rock internacional e é muito bacana, todo mundo gostou de fazer e vamos dar sequência a ele neste ano”, afirma Arnon Oliveira.


O Coro Madrigale é de Belo Horizonte e existe há 35 anos. Independente, sustenta-se sem patrocínio e tem as principais despesas pagas pelos Amigos do Madrigale – pessoas que acompanham o coral e contribuem mensalmente com o grupo.


Segundo o maestro, o coro já foi patrocinado em algumas ocasiões, o que permitiu ao grupo comprar uma sala própria para ensaios e gravações, mas o financiamento não existe mais.


“Temos esse compromisso como um trabalho que dizemos ser sócio-musical. Porque fomos alunos de escolas de música públicas e do Estado. Então, fazemos esse trabalho de contribuição social, que acaba sendo também uma escola de formação”, diz o maestro. 

“POP ROCK INTERNACIONAL 2”
Com Coral Madrigale, nesta quarta-feira (9/9), às 20h, no Teatro SESIMINAS (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Ingressos a R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia), à venda na bilheteria e no Sympla.

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*Estagiária sob supervisão da editora Silvana Arantes

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