"Vermelho sangue" volta com um novo lobisomem na história
A protagonista da série brasileira de fantasia e suspense, Luna (Leticia Vieira), passa a lidar com a presença do pai e do irmão gêmeo, na segunda temporada
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Na fictícia Guarambá, situada no muito real Cerrado Mineiro, vampiros e uma “lobimoça” – que se transforma em lobo-guará – fazem morada. É assim desde a primeira temporada de “Vermelho sangue”, série de suspense e fantasia do Globoplay, que acaba de lançar o novo ano da produção.
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Na trama criada por Claudia Sardinha e Rosane Svartman e dirigida por Patrícia Pedrosa, Luna (Leticia Vieira), a “lobimoça”, os vampiros Michel (Pedro Alves) e Celina (Laura Dutra), e a recém-transformada Flora (Alanis Guillen) são alunos do instituto de Biologia VP Tech, situado no santuário dos lobos-guará.
Flora sempre teve o desejo de se tornar um ser mágico, admirava os colegas e queria ser como eles. No final da primeira leva de episódios, teve seu desejo atendido, ao ser transformada em vampira pela portuguesa Celina. Neste segundo ano, a personagem terá de aprender a lidar com impulsos descontrolados da vida sobrenatural. O romance com Celina se intensifica e ganha destaque na nova leva de episódios.
“Ela sempre deixou muito claro esse desejo pelo desconhecido, por atravessar o humano e o material. A trajetória dela é de uma jovem que lida com todas as suas questões existenciais e a busca por ser alguém, quando, na verdade, nada melhor do que ser nós mesmos”, afirma Alanis Guillen. “A aventura dela gera identificação, eu acompanhando a Flora, consigo me reconhecer e reconhecer algum momento da minha vida.” Em Guarambá, os doces vampiros beijam à luz do luar, conforme canta Rita Lee.
Já a trajetória de Luna é diferente. Ela não desejou se transformar – nasceu com os genes do lobo-guará, herdados do pai, Martín (Milhem Cortaz). Ele a abandonou quando ainda era um bebê e fugiu levando Juan (Lucas Leto), o irmão gêmeo de Luna. A pesquisadora Carol (Heloísa Jorge) criou sozinha a “lobimoça”. Ainda que tenha aprendido algumas técnicas de controle com o namorado franco-brasileiro Michel (Pedro Alves), Luna é solitária e tem dificuldades ao lidar com as transformações.
Na segunda temporada, pai e filho estão de volta a Guarambá e alteram as dinâmicas familiares. Juan quer passar mais tempo com a mãe e se tornar “mais humano”, enquanto Luna quer conhecer o pai e entender seus impulsos. A chegada de Martín mexe com o enredo de diferentes formas, inclusive questiona a pesquisa de Carol – que mapeia os genes de lobo com o intuito de curar a filha.
“O pai mostra para ela o desconhecido e o inesperado, traz um outro mundo. Ela sempre foi muito privada, a mãe sempre a privou de explorar e ela nunca conheceu seu lado 'lobimoça'”, diz Leticia Vieira. “O Martín é mais animal, ele tem uma relação muito forte como o cerrado e ela o está conhecendo, então são muitos conflitos, mas também admiração por algo que ela sempre quis compreender. A dinâmica é como a dos passarinhos, que jogam os filhotes dos ninhos para eles voarem sozinhos. Ele joga a Luna para a vida”, compara a atriz.
MISTÉRIOS
Para Claudia Sardinha, a criação da “lobimoça” leva a presença das mulheres a um cenário normalmente dominado por homens, pelos lobisomens. Já a escolha de ambientar a trama a contextos e cenários brasileiros também foi intencional. As criadoras, inclusive, visitaram o laboratório de genética da Fiocruz, além de terem conhecido pessoas que diziam já ter convivido com lobisomens.
“Temos muita história para contar e temos um público imenso. Eu fui uma adolescente que fugia para esses universos de suspense e mistério. É demais trazer para o contexto brasileiro e mostrar que podemos”, afirma Rosane.
As criadoras dizem ter optado por selecionar atores de Minas Gerais para representar moradores do estado, ao invés de escalar intérpretes que tivessem de aprender a prosódia mineira. Essa escolha fez com que alterassem, por exemplo, a naturalidade da personagem da paulista Alanis Guillen, que, de início, seria mineira.
Com locações na Serra da Canastra, em Catas Altas e, claro, no Santuário do Caraça, as duas temporadas foram gravadas ao mesmo tempo. A equipe ficou quase um mês nas locações, antes de seguir para gravações em estúdio. A intenção das criadoras e da diretora era aproximar o elenco da região.
“Abrimos o set já gravando cenas da segunda temporada, em um estado bem mais desenvolvido da personagem. Então, o processo de construção e criação da vida das personagens foi se dando desde o início, fomos entendendo e pincelando no set. Foi muito delicioso de enfrentar e de se descobrir”, afirma Alanis Guillen.
“VERMELHO SANGUE”
Todos os 10 episódios da segunda temporada já estão disponíveis no streaming Globoplay.
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*Estagiária sob supervisão da editora Silvana Arantes