‘Minha melhor amiga’ estreia em circuito recorde de salas
Com história em torno de viagem de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, comédia chega nesta quinta (3/9) a .531 salas de 773 cinemas em 436 cidades do país
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A produtora Veronica Stumpf não exagerou quando definiu o filme “Minha melhor amiga”, que estreia nesta quinta-feira (3/9), como audacioso. “Digo que esta é a maior comédia brasileira em termos de produção e desafios. Filmamos em três países (Brasil, Portugal e Espanha), viajamos com uma equipe enorme com mais de 120 pessoas envolvidas diretamente, geramos 700 empregos de forma indireta”, disse, na pré-estreia do longa, realizada há duas semanas em Belo Horizonte.
A comédia estrelada por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, com direção de Susana Garcia, ocupará a partir de hoje 1.531 salas de 773 cinemas em 436 cidades brasileiras. De saída, conquista o título de maior lançamento do audiovisual brasileiro. O circuito de “Minha melhor amiga” supera o da comédia “Minha mãe é uma peça 3” (2019), estrelada por Paulo Gustavo (1978-2021), que ocupou 1.456 salas de 660 cinemas em 327 cidades no lançamento.
“Minha melhor amiga” surgiu do interesse dos seguidores de Ingrid e Mônica, que se divertiam com os registros feitos por Júlia e Clara, filhas das atrizes, durante as viagens em família. A pressão do público, que não desgrudava os olhos das redes sociais das atrizes, foi tão grande que elas suspenderam projetos, chamaram Susana, que é irmã de Mônica e também dirigiu “Minha mãe é uma peça 3”, para se aventurar no filme
Na trama, a vida de Júlia (Mônica Martelli), jornalista divorciada, e Clara (Ingrid Guimarães), corretora imobiliária em crise no casamento, muda quando elas decidem visitar as filhas adolescentes Manu (Giulia Benite) e Isadora (Gabi Amaral), que foram fazer intercâmbio em Portugal. Daí em diante, o público tem motivos de sobra para boas gargalhadas.
Pela boa receptividade do público mineiro, que lotou duas salas no Boulevard na pré-estreia, Susana acreditou ter tido uma prévia do sucesso que virá.
“Minas é um termômetro legal para o país todo”, afirma a diretora. Mônica disse que a identificação do público com uma história que, segundo ela, é universal é outro ponto alto do filme.
“A história fala do medo de se separar, do medo da solidão, do medo de se envolver, do medo de sacrificar a vida profissional. São histórias humanas”, afirma a atriz.
Diferentemente de muita gente para quem os perrengues de viagem podem acabar com as amizades, para Ingrid e Mônica, eles são motivo de união. “A gente se apoia, a gente tem pena uma da outra”, brincam. Elas não descartam a possibilidade de uma sequência do longa. “História tem e, até a hora de filmar, já teremos material até para o terceiro”, diverte-se Ingrid Guimarães.
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COZINHAS SOLIDÁRIAS
Outra estreia desta quinta-feira (3/9) é o documentário “Não existe almoço grátis”, em cartaz às 15h10 no Cine Belas Artes. Dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, o longa acompanha três mulheres negras – Socorro, Jurailde e Bizza. Moradoras de Sol Nascente, no Distrito Federal, hoje a maior favela do Brasil, elas lideram uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), distribuindo, diariamente, almoços gratuitos. O filme as acompanha preparando-se para a posse do presidente Lula, quando deverão cozinhar para centenas de pessoas que chegarão a Brasília para a cerimônia de 1º de janeiro de 2023.