DOENÇA DE CREUTZFELD-JAKOB

Presidentes de companhias aéreas se unem em vídeo por Lito Souza

CEOs de Azul, Gol e Latam gravam depoimentos por tratamento a influenciador. Família relata negativa de duas pesquisas e aguarda nova vaga

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma união inédita, os presidentes das três companhias aéreas brasileiras deixaram divergências e rivalidades mercadológicas de lado e gravaram um vídeo em solidariedade ao piloto e influenciador Joselito Geraldo de Souza, o Lito Souza, de 59 anos, que recebeu o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob e que ainda não conseguiu ser incluído em dois estudos experimentais que buscam um tratamento.

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Com o título "Hoje, os céus se unem por uma causa maior: apoiar quem fez da aviação uma paixão compartilhada, @lito!", o vídeo, gravado em partes -ou seja, os três executivos não estão juntos na mesma cena- têm depoimentos dos CEOs John Rodgerson (Azul), Celso Ferrer (Gol) e Jerome Cadier (Latam).


Os executivos falam em nome dos funcionários das três companhias aéreas. "Obrigado por tudo que você tem feito para ajudar a nossa indústria", afirma Rodgerson.


 


"Você é embaixador do nosso setor porque faz milhares de pessoas confiarem na segurança de nossas operações e realizarem o sonho de voar", diz o representante da Gol.


O vídeo foi publicado nessa terça-feira (25/8) na conta da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) no Instagram.



No seu depoimento, Cadier cita pesquisas que buscam a cura dessa doença e reforça que Lito precisa ser admitido em grupos desses tratamentos. Pede no final para que o vídeo seja compartilhado.



Broad Institute diz que vai tentar ajudar em tratamento experimental


O Broad Institute, organização de pesquisa independente e sem fins lucrativos nos Estados Unidos, afirmou nessa terça-feira (25/8) que vai tentar ajudar Lito.



A publicação do instituto aconteceu algumas horas após a esposa do piloto, Mila Seidl, afirmar no Instagram que o marido não havia conseguido acesso para participação em dois estudos que pesquisam tratamentos experimentais para a doença, incluindo a pesquisa do Broad Institute.


À Folha de S.Paulo, o Itamaraty confirmou que entrou em contato com as embaixadas do Brasil nos Estados Unidos, França e Alemanha, países que conduzem estudos sobre a doença, para inclusão do piloto nas pesquisas. O Ministério da Saúde também disse buscar alternativas com pesquisadores internacionais.



Apesar disso, a inclusão de Lito nos ensaios depende das entidades que desenvolvem os tratamentos experimentais.


Além do Broad Institute, a família tenta a inclusão de Lito em um estudo da Ionis Pharmaceuticals. Este, feito em colaboração com instituições de países como França, Alemanha e Estados Unidos, testa um medicamento experimental chamado de ION717, para doenças causadas por príons, grupo ao qual pertence a DCJ.



Até o início dessa terça-feira, segundo Mila, a Ionis havia informado à família que o estudo estava fechado para novos participantes e que, naquele momento, não poderia autorizar o uso compassivo, ou seja, o acesso excepcional ao medicamento experimental fora do estudo clínico.


Em publicação no Instagram, a farmacêutica afirmou que compreende a urgência do caso, mas não comenta publicamente informações médicas de pacientes. Disse ainda que trata o assunto de forma privada, seguindo seus protocolos médicos e regulatórios.



A empresa afirmou que o ION717 está sendo testado pela primeira vez em pessoas com doenças priônicas e que o estudo inicial busca avaliar sua segurança, tolerabilidade e efeitos no organismo.



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