Trio Amaranto e Tabajara Belo fazem show gratuito nesta quinta-feira
Músicos levam repertório que homenageia Vinicius de Moraes ao Conservatório UFMG, como parte da celebração de 100 anos do espaço
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Há 23 anos, o Trio Amaranto, grupo vocal formado pelas irmãs Flávia, Lúcia e Marina Ferraz, vive parceria com o violonista Tabajara Belo. Hoje, o trio está com 28 anos de estrada musical. Tabajara e Flávia, a irmã mais velha, se conheceram na Faculdade de Música da UFMG, onde se formaram.
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Nesta quinta-feira (13/8) eles voltam ao Conservatório UFMG com o show “Vinicius”, em homenagem a Vinicius de Moraes (1913-1980), como parte das celebrações dos 100 anos do espaço, e relembram os tempos de faculdade e início de carreira.
“É um dos shows que mais prezamos e que mais nos dá alegria de fazer. É o Amaranto com sua linguagem, nossos arranjos e ideias, interferindo na forma como o Tabajara Belo executa o violão e as ideias dele, assim como sua linguagem violonística, que também interfere nos nossos arranjos”, explica Flávia Ferraz.
Para a artista, quem comanda este show é a música, os detalhes técnicos e o perfeccionismo não ganham tanto espaço na apresentação. “No início, você fica preocupado de mostrar que sabe o que fazer, você quer mostrar que domina a técnica e às vezes a música não pede tanto detalhe. Agora estamos em um momento em que escutamos a música e vemos o que ela pede”, explica.
O carioca Vinicius de Moraes foi um dos maiores poetas brasileiros. “Garota de Ipanema”, clássico da música brasileira interpretado por Tom Jobim (1927-1994), tem letra de Moraes. Jobim foi um dos maiores parceiros do poeta, assim como Toquinho, Chico Buarque e Carlos Lyra (1933-2023).
O Trio Amaranto e Tabajara Belo selecionaram canções como “Chega de saudade, “Pela luz dos olhos teus”, “Estrada branca”, “Valsinha”, parceria de Vinicius com Chico Buarque, e “Cotidiano nº 2”, com Clara Nunes de Toquinho.
“Quisemos trazer essa versatilidade do Vinicius, que se manifestou na quantidade de parcerias que ele teve. O que casa com o que estamos apresentando, uma relação forte de amizade no palco. Ele foi esse artista que conviveu com muita gente e tocou sua arte com muita gente”, explica.
Flávia Ferraz destaca a importância de trazer repertórios como “Vinicius”. Ela afirma que, conforme o tempo passa, as obras vão ficando distantes. “É importante trazer como um resgate. É um repertório muito rico, gostoso e leve, alternando os estados de espírito, mas falando sobre amor. O amor era uma das maiores características do Vinicius”.
Um dos lançamentos mais recentes do Trio Amaranto foi o projeto audiovisual Ilumina Sonastério, em novembro do ano passado. “Pretendemos fazer mais no audiovisual, foi uma experiência muito gostosa. Abriu de novo uma vontade de voltar a produzir, nosso último álbum, um DVD, foi lançado em 2018, já são 8 anos. De lá para cá ficamos gravando singles, participações e produzindo shows.” Atualmente, as irmãs já discutem a ideia de um novo disco, explorando o lado mais maduro do Trio Amaranto.
“Paralelamente, vamos desenvolvendo a carreira em outras áreas, como os retiros de arte e yoga para mulheres que costumamos fazer. Está sendo uma experiência muito legal aproveitar outras coisas que fomos estudando e trabalhando ao longo da vida. Acho que essa nova etapa vai ter produtos musicais do Amaranto, mas onde a música também faz parte do encontro.”
TRIO AMARANTO E TABAJARA BELO NO CONSERVATÓRIO UFMG
Nesta quinta-feira (13/8), às 19h30, no palco principal do Conservatório UFMG (Avenida Afonso Pena, 1534, Centro). Entrada franca sujeita à capacidade do espaço.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Gabriel Felice