Parque Municipal recebe o Festival Cultural Classics
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A edição que celebra 19 anos do festival Classics no Parque é realizada neste sábado (1º/8), no Parque Municipal Américo Renée Giannetti. Com 12 horas de programação, das 9h às 21h, o evento promove encontro de gerações e mescla música eletrônica com pista de house music e hip hop. Dentre as apresentações, lideram DJ Zeu e o rapper Derek, do coletivo Recayd.
Também se apresentam Anderson Noise, Bad Comppany, Jujubitaju, Akiza, Al$, Alice, Alvaro Antony, Beatric, Bernaz, Callegari, DJ A Coisa, DJ pequeno, Grazie, João Pastor, Lanzza, Lele Dptmdr, MacDan, Pantthera Djs, Pretty Boy, Salim, Sant, Talk$, Talking Handz, Thon e Wt.
A DJ mais nova da noite é Alice, com apenas 10 anos. Por sua vez, DJ A Coisa, de 62, começou sua coleção de discos aos 10 anos e é um dos precursores da cena do hip-hop em Minas Gerais. “A coisa”, na verdade, se chama Paulo Soares, o pseudônimo surgiu quando perceberam que ele sempre repetia a expressão “coisa”.
“Essa curadoria foi pensada muito a dedo. O Classics sempre valoriza artistas locais, então sempre mantemos um grande percentual de artistas mineiros. É importante também juntar gerações e trazer, principalmente, aqueles que ‘asfaltaram’ a rua para nós, aqueles que chegaram quando ‘tudo era mato’. É o caso do Coisa, que é um dos DJs mais antigos da cidade”, afirma o DJ Zeu, idealizador do Classics.
A programação do festival inclui batalhas de dança, apresentações de MCs e duelo de grafite ao vivo. A pista de house music, assinada pela Jack in The House, vertente da festa Classics, é uma novidade desta edição do festival. “Temos conhecimento que a house music é uma música negra, americana e periférica dos Estados Unidos. Então, há uns dois anos, decidimos incluir também a música eletrônica. Nesta edição, incluímos a pista e temos um dos maiores da música eletrônica de Belo Horizonte, que é o Anderson Noise”, afirma.
GOSTO MUSICAL
A memória mais antiga de DJ Zeu no universo da música vem de casa: quando sua mãe ouvia música alta enquanto arrumava a casa. No som, ela tocava house music, soul e artistas como James Brown e Michael Jackson. “Ela tinha um gosto musical diferente das outras pessoas que moravam com a gente, acredito que por ela trabalhar em casa de família, dando faxina, o gosto musical dos patrões acabou refletindo nela”, conta o DJ.
O sistema de som da casa, dado de presente por um tio que trabalhava em fábricas, se tornou o maior entretenimento do lar. O estilo musical de Zeu foi moldado pelo que era ouvido ali – além das canções em inglês escolhidas por sua mãe, os irmãos gostavam de grupos como Racionais e Fundo de Quintal.
Imerso nesse contexto, ele pensou e idealizou a Classics. O evento surgiu em 2007, na Avenida Francisco Sá, com edições semanais. Ao longo dos anos, ocupou diferentes espaços, como a Savassi, a boate UP e o Mercado das Borboletas. Depois, o festival se tornou itinerante e passou pela Serraria Souza Pinto, o Mineirão e o CCBB, até que foi realizado pela primeira vez no Parque Municipal há seis anos. Atualmente, o Classics tem entre três e quatro edições anuais.
“Na minha humilde opinião, Minas Gerais, no geral, é o lugar mais forte e quente quando se trata de música, com grandes músicos de todas as áreas. Se pegarmos a galera do rap, do funk, do rock, do sertanejo, é uma mistura muito boa e tem uma galera que faz muito bem feito. Temos grandes nomes, o que falta em BH é o holofote”, avalia Zeu.
CLASSICS NO PARQUE
Neste sábado (1º/8), no Parque Municipal Américo Renée Giannetti (Avenida Afonso Pena, 1377, Centro), das 9h às 21h. Entrada gratuita mediante retirada de ingresso pela plataforma Sympla.
Outros eventos
>>> “TOMANDO NO CANECO”
Os comediantes Mução e Renan da Resenha apresentam o espetáculo “Tomando no caneco” no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas (Rua da Bahia, 2.244, Lourdes), nesta sexta-feira (31/7), às 21h. Ambos nordestinos, os humoristas usam de vivências pessoais para contar histórias e fazer piadas com o cotidiano. Ingressos à venda na bilheteria do teatro e no Sympla, por R$ 120 (inteira), R$ 60 (meia), R$ 102 (inteira Sócio MTC e Unimed) e R$ 51 (meia Sócio
MTC e Unimed).
>>> “OS QUE SÃO PAGOS PARA DELIRAR”
A peça “Os que são pagos para delirar” terá sessões neste sábado (1º/8) e domingo (2/8) no Teatro Raul Belém Machado (Rua Leonil Prata, s/nº, em frente à Praça Paulo VI, Alípio de Melo), às 19h. Sob direção de Marina Viana e com dramaturgia de Danielle Sendin, que também estrela a montagem, ao lado de Julia Camargos e Thales Brener, a peça acompanha Madalena. Depois de uma série de sonhos estranhos, ela desperta em um palco e precisa aprender a lidar com novas percepções sobre o mundo e sobre si mesma. Ingressos à venda pelo Sympla, por R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
>>> “COREOGRAFIAS DO IMPROVISO”
Show do cantor, ator e multi-instrumentista Ciro Belluci. O repertório reúne composições autorais e leituras para músicas de Joyce Moreno, Baden Powell e Gilberto Gil. Neste domingo (2/8), às 17h, no Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Ingressos a R$ 10 e R$ 5 (meia), à venda na bilheteria e no Sympla.
>>> “SECO SEU GELO”
A cantora e compositora mineira Luiza Carmo estreia a turnê “Seco seu gelo”, neste sábado (1º/8), às 19h, no Cine Theatro Brasil (Avenida Amazonas, 315, Centro). A turnê antecede o lançamento do disco de estreia da artista. O show é composto por faixas dos EPs “Sublime live sessions” (2024), “Seco seu gelo” (2025) e “Morde e assopra” (2025), além de singles e colaborações. Ingressos à venda pela plataforma Eventim, por R$ 35 (inteira) e R$ 17,50 (meia).
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*Estagiária sob supervisão da editora Silvana Arantes