DANÇA

Espetáculo 'Poema para Klauss' homenageia coreógrafo Klauss Vianna

Estrelada por Irene Ziviani e Márcia Fabiano Neves, sob direção de Marise Dinis e direção musical de Titane, montagem tem ensaio aberto nesta terça (9/6)

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Cinquenta anos depois da última vez em que esteve no palco como bailarina, a artista e pesquisadora Irene Ziviani está de volta ao tablado, aos 75. Ao lado da bailarina Márcia Fabiano Neves, ela apresenta o espetáculo “Poema para Klauss”, homenagem ao bailarino, coreógrafo e professor Klauss Vianna (1928-1992).

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Com estreia prevista para o início de 2027, sob direção de Marise Dinis e direção musical de Titane, o espetáculo terá ensaio aberto nesta terça-feira (9/6), no Centro Cultural Vila Marçola. Após a apresentação, haverá bate papo com as artistas e diretoras. 

Klauss Vianna nasceu em agosto de 1928, em Belo Horizonte, e sempre se interessou pelo movimento humano e pela dança. Em 1947, assistiu a uma apresentação do Ballet da Juventude e passou a ter aulas com Carlos Leite, mestre e bailarino clássico. Não demorou para que Vianna se tornasse assistente do professor, criando as próprias coreografias. 

Após estudar em São Paulo e integrar o Ballet Minas Gerais, em 1955 transformou sua casa em um espaço para dança, ao lado de sua parceira de vida e dança, Angel Vianna (1928-2024). Juntos fundaram o Ballet Klauss Vianna.

“Klauss foi um pioneiro na dança. Especialmente em Minas, mas também no Brasil, pela expressão corporal. Ele colocou o corpo dentro do teatro e dentro das salas de dança, ele levou também a anatomia, tinha aquele interesse em que conhecêssemos um pouco mais da musculatura, da altura, e isso me entusiasmou muito ainda adolescente”, conta Irene Ziviani. 

A bailarina e pesquisadora estudou e conviveu com Klauss Vianna por quase uma década, entre 1983 e 1992, período em que promoveu cursos com o mestre em Belo Horizonte. “Durante esse tempo, ele transmitiu muito do conhecimento que desenvolveu, que ele não gostava muito de chamar de técnica, porque achava que era um trabalho ainda inacabado. O meu trabalho mudou muito depois do contato com ele, no sentido de desenvolver mais consciência corporal para o movimento.”

Irene se dedicou a ensinar, atendendo artistas, músicos, cantores e bailarinos. Ela volta aos palcos após 50 anos porque “gosta muito de ensinar” e construiu sua carreira em torno da pesquisa. Em 2022, lançou o livro "Articule-se - Consciência corporal e reeducação do movimento". A amizade e a admiração por Klauss Vianna a motivaram a voltar ao palco.

Márcia Fabiano Neves e Marise Dinis não conviveram com o coreógrafo, mas os estudos e conceitos de Vianna marcaram a trajetória acadêmica das artistas. Titane, por outro lado, conviveu e foi amiga do bailarino, conforme afirma Irene Ziviani.

“Ela teve um contato bem individual com o Klauss, ela ia muito a São Paulo para ter aulas com ele. Depois que ele faleceu, ela também fez um longo trabalho corporal comigo. Ela também tem o corpo como um instrumento e o trabalha em companhia com a voz, por isso ela também está no espetáculo”, explica. 

Klaus Vianna foi coreógrafo, bailarino e professor. Ele moldou a trajetória da dança brasileira
Klaus Vianna foi coreógrafo, bailarino e professor. Ele moldou a trajetória da dança brasileira Mauro Zallio/EM/D.A Press.

Para Irene, voltar aos palcos está sendo um desafio. “É um desafio no bom sentido e com seriedade, estou muito motivada e muito feliz. Coração está acelerado.” A bailarina diz que Klauss Vianna foi um professor “diferenciado” e que as mudanças defendidas por ele moldaram a forma como desenvolveu seu trabalho de ensino. 

“Os bailarinos usavam sapatilhas, com conceitos de dança clássica mais rígidos para a época e ele fazia com que os bailarinos ficassem com os pés descalços, começou a fazer um tipo de improvisação dentro do movimento", conta.

"Segundo ele, isso era pensado para quebrar algumas couraças musculares que o bailarino vai desenvolvendo. Ele foi criando uma dança, um movimento bem particular que ele acreditava que o ser humano era de grande importância para dar vida ao movimento, você estar expressando aquilo dentro de si”, conta Irene Ziviani.

Para a bailarina, a relação com o corpo estabelecida por Klauss Vianna segue presente nos ensinamentos atuais da dança. “É um corpo vivo, um corpo presente, que pulsa de dentro para fora. É diferente quando você tem uma consciência de si que você olha para dentro e percebe a sensação da gravidade, da relação de toda essa estrutura interna no corpo. Não é só performance, é um trabalho de autoconhecimento, e isso ficou muito presente para mim.”

ENSAIO ABERTO “POEMA PARA KLAUSS”

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Nesta terça-feira (9/6), às 19h, no Centro Cultural Vila Marçola (Rua Mangabeira da Serra, 320, Serra). Entrada gratuita. Evento com tradução em libras. 

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