O segredo para o cérebro do bebê que começa antes das primeiras palavras
Especialistas revelam por que o contato com livros desde o nascimento cria conexões neurais poderosas e um vínculo que telas jamais conseguirão substituir
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Criar o hábito da leitura pode começar muito antes de a criança aprender a falar. Especialistas apontam que o contato com livros desde os primeiros meses de vida traz impactos importantes para o desenvolvimento infantil, transformando-se em um momento de vínculo afetivo e estímulo sensorial.
A pediatra neonatologista Cecília Gama, coordenadora do núcleo de pediatria da Clínica Mantelli, recomenda que esse contato aconteça desde o nascimento. “Mesmo que o bebê ainda não compreenda a história, ele já se beneficia do ritmo da fala, da voz dos pais e da interação”, explica.
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Para Carmen Pareras, diretora editorial da Distribuidora Librum, o livro funciona como uma ponte entre pais e filhos. “A criança percebe o afeto, a presença e a atenção dedicados naquele momento. É aí que nasce não só o interesse pela leitura, mas também a memória afetiva”, afirma.
Primeiros livros: simples e visuais
Nos primeiros meses, os livros mais indicados são os de pano, de plástico ou cartonados, que o bebê pode manipular com segurança. As imagens têm um papel central, principalmente figuras grandes com alto contraste, como em preto e branco, que ajudam a estimular a visão.
Ao apontar imagens e nomear objetos, os pais auxiliam o bebê a criar conexões entre sons e significados. “Os livros interativos convidam a criança a participar da leitura desde muito cedo. Elementos como abas e texturas despertam a curiosidade”, acrescenta Carmen Pareras.
Livros acompanham o crescimento
À medida que a criança cresce, os livros evoluem. Até seis meses de idade, a exploração é sensorial, com olhos, mãos e boca. Dos 6 aos 12 meses, obras com imagens de objetos do cotidiano, como animais e alimentos, fazem mais sentido.
A partir de um ano de idade, entram em cena os livros interativos com abas e texturas. Já entre dois e três anos, as narrativas ganham estrutura com começo, meio e fim, estimulando a imaginação e a identificação emocional.
Por que livros são melhores que telas
Nos primeiros anos de vida, o cérebro forma conexões neurais intensamente, e as experiências baseadas na interação humana são fundamentais. A leitura compartilhada estimula linguagem, vocabulário, atenção e o vínculo afetivo.
O uso precoce de telas, por outro lado, tem sido associado a atrasos na linguagem e menor capacidade de atenção. A American Academy of Pediatrics recomenda evitar telas antes dos dois anos, priorizando atividades como ler com a criança.
É importante escolher bem. Livros com muitos estímulos eletrônicos, como sons e luzes, podem tornar a experiência passiva. O ideal é evitar obras muito complexas para a faixa etária, que podem gerar frustração.
“O valor da leitura não está apenas no livro, mas no momento compartilhado. O ideal é escolher obras adequadas à idade e transformar a leitura em um espaço de vínculo, conversa e descoberta”, conclui Cecília Gama.
Para ler juntos
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“Lego classic: construções em 5 minutos”
Editora: Catapulta
Autor: Simon Beecroft
Formato: Livro em caixa com peças Lego
Idade recomendada: a partir de 7 anos
Sinopse: o livro reúne mais de 100 ideias de construções, jogos, quebra-cabeças e desafios para montar usando blocos.
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“Abremente neuro 6–7”
Editora: Catapulta
Formato: leque (formato de cabeça e cérebro)
Idade recomendada: a partir de 6 anos
Sinopse: parte da nova coleção “Abremente Neuro”, o livro convida crianças de 6 a 7 anos a explorar o funcionamento do cérebro enquanto se divertem com jogos e desafios.
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“Abremente escrever e apagar – desenhos”
Coleção: Abremente
Editora: Catapulta
Formato: leque com lousa reutilizável
Idade recomendada: a partir de 3 anos
Sinopse: com propostas para identificar e traçar rabiscos, desenhos, letras, números, gráficos e formas, a publicação incentiva a prática repetida e o desenvolvimento da coordenação motora.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.