Novo livro de Benjamin Moser investiga a arte holandesa
Em O mundo de ponta-cabeça, biógrafo de Clarice Lispector e Susan Sontag parte dos mestres holandeses do século XVII para refletir sobre o papel do artista e da arte
compartilhe
SIGA
Benjamin Moser, vencedor do Pulitzer e autor de biografias como Clarice, uma biografia e Sontag, lança O mundo de ponta-cabeça, um ensaio literário e visual que toma como ponto de partida a pintura holandesa do século XVII para discutir questões centrais da história da arte. A partir de artistas como Rembrandt, Vermeer e Frans Hals, o livro investiga por que criamos, o que entendemos por beleza e o que significa ser um artista.
A relação de Moser com esse universo começou cedo. Aos 25 anos, ele se mudou para a Holanda, sem dominar a língua e em meio a uma vida em reconstrução. Entre cidades como Haarlem, Delft e Amsterdã, passou a frequentar museus inicialmente por curiosidade, depois com devoção.
Diante das telas da chamada Idade de Ouro holandesa, encontrou um legado artístico monumental e um espelho de suas próprias inquietações pessoais e intelectuais.
O livro percorre tanto os grandes nomes consagrados quanto artistas quase apagados pelo tempo. Ao longo desse percurso, Moser faz questionamentos do se o talento é inato ou pode ser cultivado; se a originalidade é uma obrigação; e qual é a responsabilidade do artista diante da sociedade e de si mesmo.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
O lançamento no Brasil, pela Companhia das Letras, está marcado para 23 de abril.