Alerta: quem errar vai ganhar pito público de Cleitinho
Em outro encontro, na condição de senador e pré-candidato a governador, Cleitinho chegou a levar água turva para um dirigente da Copasa beber na Câmara de Ipatinga
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Amostra do estilo de Cleitinho Azevedo (Republicanos) já foi exibida em seus vídeos. Como governador eleito, ele passou um pito público no comando da privatizada Copasa na última quinta-feira (29). Em evento de vereadores em BH, Cleitinho ligou, no ‘viva voz’, para o presidente da empresa e classificou de “falta de vergonha na cara” da gerência na cidade de Barra Longa (Zona da Mata). Pediu a cabeça da gerente Rosângela. A iniciativa foi tomada após reclamações de vários vereadores, entre elas a vereadora Valéria Silva.
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De acordo com a vereadora, Barra Longa estava há cinco dias sem água, especialmente nas áreas mais pobres. Ela passou o resto do dia recebendo ligações da direção da empresa prometendo soluções. “Foi problema técnico”, alegou a empresa, mas a ocorrência estava recorrente em outros municípios, como Maria da Fé, no Sul.
Em outro encontro, na condição de senador e pré-candidato a governador, Cleitinho chegou a levar água turva para um dirigente da Copasa beber na Câmara de Ipatinga. Hoje, o governo de Minas não detém mais o controle acionário majoritário da companhia, após a privatização, mas terá papel regulador e fiscalizador. A empresa foi vendida pela atual gestão de Mateus Simões (PSD). Durante o processo de privatização, deputados aprovaram o fortalecimento e autonomia da Arsae, a agência reguladora de saneamento e energia, para monitorar abusos.
O estilo Cleitinho acendeu a luz amarela aos futuros secretários diante das cobranças dele. Deputados estaduais manifestaram preocupação. Aprovaram a indicação do deputado estadual, Cássio Soares (PSD), para fazer a interlocução com eles, mas não sabem se ele e outros secretários terão autonomia.
Simões quer nomear o chefe do MP
O atual governador Mateus Simões vai interromper a viagem de 30 dias, no apagar das luzes de seu governo, para voltar ao Brasil e nomear o/a novo/a chefe do Ministério Público de Minas. No dia 28 último, Simões viajou com comitiva para a China, a custo dos cofres públicos, e já tem passagem paga da Turquia para voltar ao Brasil no próximo dia 13. Nessa data, ele já terá em mãos a lista tríplice do Ministério Público com os três mais votados. Ele teria 15 dias corridos para escolher um deles, caso não o fizesse, ficaria eleito o mais votado, mas não quer correr riscos. O governador já sabe quem quer e, mais ainda, quem não quer para comandar a Procuradoria Geral de Justiça. Na mesma ocasião, irá participar do casamento do presidente da Assembleia Legislativa e governador interino, Tadeu Leite (MDB), com a deputada estadual Maria Clara Marra (PSDB). O casório será na cidade dela, Patrocínio (Alto Paranaíba).
Doorgal será chefe de Simões
Após o dia 6 de janeiro, quando encerra seu mandato de governador, Mateus Simões reassumirá as funções de procurador da Assembleia. Terá como chefe o futuro presidente da Casa, deputado Doorgal Andrada (PP), que será eleito no próximo dia 1º de fevereiro. O desafio de Doorgal será como acomodar, nos quadros da casa, um ex-governador. A aliados, Simões tem dito que encerrará sua aventura política. Quando o cavalo passou arreado em sua porta, começou com 4% a campanha eleitoral de reeleição do mandato herdado de Romeu Zema e, apesar do intenso uso da máquina, terminou com 4%.
Irmãos fora do controle
Mais uma do estilo Cleitinho de governar. Ou ele não tem controle sobre seus irmãos ou os incentiva a destilar impropérios. O deputado estadual reeleito, Eduardo, chegou a pedir a cabeça do presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Lucas Vieira, que integra a comissão de transição. O motivo foi o apoio dele a Lula no 2º turno. Cleitinho não deu ouvidos. Agora, o outro irmão, Gleidson, ex-prefeito de Divinópolis que foi eleito deputado federal, adiantou que apresentará projeto para acabar com as Câmaras Municipais. Além da ideia maluca, deve ter esquecido que o irmão governador começou a carreira política como vereador em sua cidade natal. Não custa lembrar o recente fracasso de famílias interferindo na política.
Zema e Novo sem futuro
O ex-governador Zema e seu partido, o Novo, saem da política pela porta dos fundos. O candidato a governador deles teve menos votos do que o do PT que eles sempre atacaram. Nenhum dos candidatos a deputados, da escola "novista", foi eleito. Como candidato a presidente, Zema foi derrotado em Minas e em sua própria cidade natal, Araxá.
Pânico de prefeitos
Os prefeitos estão preocupados com as declarações do presidente da AMM, Lucas Vieira, segundo as quais, a situação financeira de Minas está caótica. Ao participar do programa Entrevista Coletiva, da TV Band, o dirigente contestou a versão oficial de que Minas estaria nos trilhos. “Como assim, se Mateus Simões disse que pode faltar dinheiro para os salários no primeiro mês de 2027? O trem não estava nos trilhos?”, questionou ele, ao se espantar com o déficit público de R$ 10,5 bilhões da atual gestão. Lucas integra a comissão de transição de Cleitinho.
Cleitinho: não sou traíra
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Ao comentar o futuro político do prefeito de BH, Álvaro Damião (União), o futuro governador de Minas disse que não é traíra e que deverá apoiar a reeleição dele em 2028. Damião não assume a recandidatura, mas está empenhado em eleger um vereador que não seja da família Aro (Marcelo Aro) para presidente da Câmara Municipal.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.